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Lucro da Saudi Aramco supera expectativas no primeiro trimestre de 2026

A estatal saudita registrou lucro de US$ 33,6 bilhões, impulsionada pela alta dos preços do petróleo em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

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Foto: Bloomberg - Markets
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10/05 às 03:01 · atualizado 09:03

Pontos principais

  • O lucro líquido da Saudi Aramco atingiu US$ 33,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 26%.
  • A receita da companhia subiu quase 7% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 115,5 bilhões.
  • O Brent acumulou alta de 95% no trimestre devido ao agravamento do conflito na região.
  • O oleoduto East-West operou na capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia para contornar o bloqueio no Estreito de Ormuz.
  • A empresa manteve o pagamento de dividendos em US$ 21,9 bilhões, mesmo com o fluxo de caixa livre abaixo desse montante.
  • O CEO Amin Nasser alertou que a instabilidade no Estreito de Ormuz pode causar disrupções severas no mercado até 2027.
  • A Aramco utilizou o porto de Yanbu como alternativa estratégica para mitigar os impactos das tensões no fornecimento global.

A Saudi Aramco reportou resultados financeiros acima das expectativas para o primeiro trimestre de 2026, com um lucro de US$ 33,6 bilhões, alta de 26% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela valorização dos preços do petróleo, com o Brent acumulando alta de 95% no período, refletindo a tensão militar no Oriente Médio. A receita atingiu US$ 115,5 bilhões, consolidando a posição estratégica da companhia mesmo diante de desafios operacionais e uma alavancagem financeira que subiu para 4,8%.

Para contornar o bloqueio do Irã no Estreito de Ormuz, a estatal operou o oleoduto East-West em sua capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia, utilizando o porto de Yanbu como rota alternativa. Apesar da eficiência logística, o CEO Amin Nasser emitiu um alerta sobre a fragilidade do sistema energético global, destacando que a instabilidade pode gerar disrupções severas até 2027. Paralelamente, o conselho da petroleira aprovou a manutenção do pagamento de dividendos em US$ 21,9 bilhões, reafirmando o compromisso com os acionistas em um cenário de incerteza geopolítica.

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