Ministros do STF apontam infiltração do crime organizado na Alerj
Relatos de ministros do STF indicam corrupção e presença de facções criminosas dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Pontos principais
- O ministro Alexandre de Moraes afirmou que a infiltração do crime organizado na Alerj é uma realidade documentada.
- Informações da Polícia Federal citadas por Gilmar Mendes apontam o pagamento de mesadas a parlamentares pelo jogo do bicho.
- A crise institucional no Legislativo fluminense é agravada por denúncias recorrentes de corrupção envolvendo membros da casa.
- O contraste entre a estrutura moderna da sede da Assembleia e os escândalos políticos é alvo de críticas.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) enfrenta uma grave crise institucional após declarações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a infiltração do crime organizado no Poder Legislativo fluminense. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a presença de facções criminosas na estrutura parlamentar é um fato documentado. Complementando as denúncias, o ministro Gilmar Mendes revelou dados da Polícia Federal que apontam o pagamento sistemático de propinas, conhecidas como mesadas, a dezenas de deputados estaduais por operadores do jogo do bicho. O cenário expõe uma profunda fragilidade ética e administrativa na casa legislativa, que, apesar de possuir uma sede moderna e equipada, é frequentemente associada a escândalos de corrupção e desvios de conduta. A gravidade das acusações coloca a Alerj sob intenso escrutínio das autoridades federais e levanta questionamentos sobre a integridade das instituições políticas do estado.
