O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o uso da estrutura do governo do Rio de Janeiro para beneficiar a refinaria Refit, que acumula R$ 52 bilhões em dívidas fiscais. Segundo a Operação Sem Refino, o ex-governador Cláudio Castro teria articulado a cooptação de órgãos estratégicos, como a Secretaria de Fazenda e a Procuradoria-Geral, para favorecer o conglomerado. Novas evidências da Polícia Federal apontam que o esquema de corrupção teria se expandido para instâncias federais, com indícios de infiltração em servidores da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e até mesmo na própria corporação policial, onde escrivães teriam utilizado linhas telefônicas em nome de terceiros falecidos para ocultar identidades e facilitar tratativas regulatórias.
A investigação detalha que Castro teria trocado secretários e intervindo para derrubar interdições federais contra a refinaria, citando um encontro entre o ex-governador e o empresário Ricardo Magro em Nova York como parte da articulação. O caso também resultou no afastamento do desembargador Guaraci de Campos Vianna, acusado de contrariar instâncias superiores para manter a operação da empresa. Com a prisão preventiva decretada, Magro segue foragido, enquanto o processo tramita no STF por conexão com a ADPF das Favelas, que apura a atuação de organizações criminosas no estado. O ex-governador, já declarado inelegível, teve dispositivos eletrônicos apreendidos para a continuidade das apurações sobre o esquema de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
InfoMoney • 15 mai, 14:12
InfoMoney • 15 mai, 14:15
Times Brasil • 15 mai, 13:18
15 mai, 13:01
15 mai, 08:01
12 mai, 10:31
11 abr, 15:01
13 mar, 12:02
Carregando comentários...