O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Venezuela caiu de 0,773 em 2013 para 0,696 em 2021, puxada pela renda, e voltou a 0,709 em 2023.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
121º do mundo em 2023. A Venezuela marcou 0,709, na faixa de desenvolvimento humano alto, atrás do Brasil (0,786, 84º), da Colômbia (0,788, 83º) e até da Bolívia (0,733, 108º). Em 2013 era o contrário: o índice venezuelano, 0,773, passava o do Brasil (0,762) e o da Colômbia (0,760), e o país ocupava o 77º lugar.
A renda explica a queda. A renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, foi de US$ 22,2 mil em 2008 para US$ 6,0 mil em 2020, uma perda de 73%. É o colapso que aparece no PIB e na hiperinflação. Em 2023 a renda estava em US$ 7,2 mil, um terço da de 2012. A esperança de vida quase não se move na série do PNUD (73,1 anos em 2013, 72,5 em 2023), e os anos médios de estudo subiram de 9,4 para 9,7.
O ponto mais baixo em 25 anos. O índice caiu todo ano de 2014 a 2021, de 0,773 para 0,696, o menor valor desde 1996. Na série recalculada pela edição atual, o país foi do 77º lugar em 2013 para o 120º em 2021. A recuperação de 2022 e 2023 (0,706 e 0,709) veio da renda.
Parte dos componentes não tem dado novo. Os anos médios de estudo são os mesmos de 2020 a 2023 (9,68) e os anos esperados de estudo, os mesmos de 2021 a 2023 (12,97): o PNUD repete o último número disponível quando a fonte não publica um novo. A variação recente do índice vem, por isso, quase só da renda, que também é estimada por organismos internacionais para os anos em que as contas nacionais venezuelanas atrasaram.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Venezuela de 0,709 para 0,605 em 2023, uma perda de 14,7%.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,709 | +0,003 |
| 2022 | 0,706 | +0,010 |
| 2021 | 0,696 | −0,003 |
| 2020 | 0,699 | −0,025 |
| 2019 | 0,724 | −0,017 |
| 2018 | 0,741 | −0,008 |
| 2017 | 0,749 | −0,012 |
| 2016 | 0,761 | −0,007 |
| 2015 | 0,768 | −0,002 |
| 2014 | 0,770 | −0,003 |
| 2013 | 0,773 | +0,001 |
| 2012 | 0,772 | +0,002 |
| 2011 | 0,770 | +0,006 |
| 2010 | 0,764 | +0,004 |
| 2009 | 0,760 | +0,001 |
| 2008 | 0,759 | +0,006 |
| 2007 | 0,753 | +0,017 |
| 2006 | 0,736 | +0,008 |
| 2005 | 0,728 | +0,010 |
| 2004 | 0,718 | +0,011 |
| 2003 | 0,707 | −0,009 |
| 2002 | 0,716 | +0,008 |
| 2001 | 0,708 | +0,005 |
| 2000 | 0,703 | +0,005 |
| 1999 | 0,698 | −0,002 |
| 1998 | 0,700 | +0,002 |
| 1997 | 0,698 | +0,008 |
| 1996 | 0,690 | +0,003 |
| 1995 | 0,687 | +0,006 |
| 1994 | 0,681 | +0,001 |
| 1993 | 0,680 | +0,004 |
| 1992 | 0,676 | +0,007 |
| 1991 | 0,669 | +0,011 |
| 1990 | 0,658 | — |