O resultado do setor público consolidado uruguaio antes dos juros, em doze meses e em % do PIB, sem os ingressos dos fideicomissos da seguridade social.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O resultado do setor público uruguaio antes de pagar os juros da dívida, nos doze meses encerrados em cada trimestre, em proporção ao PIB. Mostra se as receitas cobrem os gastos correntes e os investimentos sem contar o custo da dívida.
Déficit primário em todos os anos da série. Pequeno em 2016 e 2017 (0,3% e 0,2% do PIB), 1,6% em 2019, 2,7% em 2020 e 1,7% em 2025. Somando os juros chega-se ao resultado global, que é a manchete no Uruguai. O mês fechado, em pesos, está em resultado primário do mês.
O primário da tabela do MEF é outro número. O comunicado de fechamento do ano traz o primário do consolidado com os ingressos do FSS dentro: 1,3% do PIB em 2025, contra 1,7% aqui, sem eles.
O que entra na conta. O setor público consolidado, que os comunicados do Ministério da Economia (MEF) chamam de Sector Público Global: o governo central, a previdência pública (BPS), as empresas públicas (UTE, ANCAP, ANTEL, OSE, AFE, ANP e ANV), as intendências (os governos departamentais), o Banco de Seguros del Estado e o Banco Central (BCU). É o número que o MEF anuncia todo mês e o que se noticia no Uruguai como "o déficit fiscal". O resultado do governo central com o BPS, que o MEF também publica e comenta primeiro no comunicado, é um pedaço dessa conta.
Sem o dinheiro dos "cincuentones". A Lei 19.590, de dezembro de 2017, permitiu a quem tinha 50 anos ou mais em abril de 2016 sair do regime misto e se aposentar só pelo BPS. A AFAP (o fundo privado de previdência) transfere a poupança da pessoa para um fideicomisso do BPS, o FSS, e esse dinheiro entra na conta pública como receita: UY$ 23,4 bilhões em 2018 e UY$ 22,9 bilhões em 2019, 1,2% e 1,0% do PIB. Não é folga — é o que vai pagar as aposentadorias dessas pessoas nas próximas décadas. Por isso o MEF publica o resultado com e sem ele, e a manchete é sem: em 2018, com o dinheiro dentro, o déficit consolidado foi de 2,7% do PIB; sem ele, de 3,9%. Em novembro de 2025 veio uma segunda leva, pela Lei 20.209, de 2023: o FSS II, que recebe a poupança de quem desfez a opção pela AFAP da Lei 19.162 (os "cuarentones" dos comunicados). Foram UY$ 13,96 bilhões num mês só, 0,4% do PIB no ano. Todas as séries desta página são sem os ingressos dos dois fideicomissos.
Por que trimestral. O BCU publica o PIB por trimestre. Cada ponto divide o resultado dos doze meses encerrados no trimestre pelo PIB nominal dos mesmos quatro trimestres. O MEF faz a conta todo mês com uma estimativa própria do PIB do ano, revista duas vezes por ano, e por isso o número do comunicado pode diferir deste em um ou dois décimos. A série começa no fim de 2016 porque o PIB da base atual do BCU (base 2016) começa em 2016; o da base anterior tem outro nível e não emenda sem quebra.
Pagamentos antecipados distorcem alguns pontos. Quando um feriado cai no começo do mês (Carnaval, Semana de Turismo, 1º de maio), o BPS e o governo pagam aposentadorias e salários do mês seguinte no último dia útil do anterior, e a janela de doze meses que pega só um dos dois meses fica com um pagamento a mais ou a menos. Nos doze meses até março de 2026, a série marca déficit de 5,8% do PIB; o MEF, sem o FSS II e sem os pagamentos de abril feitos em março, calculou 4,7%. Os pontos afetados levam nota, com os adiantamentos que os comunicados do MEF registram (o de março de 2016 e os de julho de 2019 em diante).
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026preliminar | −1,44% | +1,42 p.p. |
| 1º tri 2026preliminar | −2,87% | −1,16 p.p. |
| 4º tri 2025preliminar | −1,71% | −0,72 p.p. |
| 3º tri 2025preliminar | −0,98% | +0,35 p.p. |
| 2º tri 2025preliminar | −1,34% | −0,37 p.p. |
| 1º tri 2025preliminar | −0,96% | +0,02 p.p. |
| 4º tri 2024preliminar | −0,99% | −0,02 p.p. |
| 3º tri 2024preliminar | −0,97% | +0,27 p.p. |
| 2º tri 2024preliminar | −1,24% | −1,27 p.p. |
| 1º tri 2024preliminar | 0,04% | +1,06 p.p. |
| 4º tri 2023 | −1,03% | +0,61 p.p. |
| 3º tri 2023 | −1,63% | −0,45 p.p. |
| 2º tri 2023 | −1,19% | +0,88 p.p. |
| 1º tri 2023 | −2,07% | −1,43 p.p. |
| 4º tri 2022 | −0,63% | −0,87 p.p. |
| 3º tri 2022 | 0,24% | +0,32 p.p. |
| 2º tri 2022 | −0,08% | −0,51 p.p. |
| 1º tri 2022 | 0,43% | +1,38 p.p. |
| 4º tri 2021 | −0,96% | +0,92 p.p. |
| 3º tri 2021 | −1,87% | +0,27 p.p. |
| 2º tri 2021 | −2,15% | +1,50 p.p. |
| 1º tri 2021 | −3,65% | −1,00 p.p. |
| 4º tri 2020 | −2,65% | −0,12 p.p. |
| 3º tri 2020 | −2,53% | −0,30 p.p. |
| 2º tri 2020 | −2,24% | −0,42 p.p. |
| 1º tri 2020 | −1,82% | −0,23 p.p. |
| 4º tri 2019 | −1,59% | −0,16 p.p. |
| 3º tri 2019 | −1,43% | −0,22 p.p. |
| 2º tri 2019 | −1,21% | −0,16 p.p. |
| 1º tri 2019 | −1,05% | −0,33 p.p. |
| 4º tri 2018 | −0,72% | −0,44 p.p. |
| 3º tri 2018 | −0,29% | +0,34 p.p. |
| 2º tri 2018 | −0,62% | −0,66 p.p. |
| 1º tri 2018 | 0,04% | +0,26 p.p. |
| 4º tri 2017 | −0,23% | +0,21 p.p. |
| 3º tri 2017 | −0,44% | −0,15 p.p. |
| 2º tri 2017 | −0,28% | +0,23 p.p. |
| 1º tri 2017 | −0,52% | −0,17 p.p. |
| 4º tri 2016 | −0,34% | — |