Quanto a economia uruguaia cresceu ou encolheu em cada ano, já descontada a inflação.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma dos bens e serviços finais produzidos no Uruguai em um ano. A variação real anual compara o volume produzido em um ano com o do ano anterior, sem o efeito dos preços — é o número por trás de "a economia uruguaia cresceu 1,8% em 2025", do informe de contas nacionais do BCU. É o mesmo conceito da variação anual do Brasil.
Duas bases emendadas pela taxa. O BCU refez as contas nacionais com 2016 como ano de referência, e a série nova começa ali. De 1998 a 2016, as taxas são as da base anterior (2005); de 2017 em diante, as da base 2016. A troca mudou a história recente: na base 2005, a economia tinha crescido 2,6% em 2017 e 1,6% em 2018; na base 2016, cresceu 1,7% e 0,2%. Cada ano traz a taxa da base em vigor para ele, e os anos da base 2005 levam uma nota na tabela.
Os dois tombos. 2002 (−7,7%) fechou quatro anos seguidos de queda, e o volume produzido só voltou ao nível de 1998 em 2006. Em 2020, na pandemia, a queda foi de 7,4%.
O que ele não diz. Mede o volume produzido dentro do país, não a renda por pessoa nem como ela se distribui. E a taxa compara o ano inteiro com o anterior: um ano pode crescer bem com a economia já desacelerando no fim — foi o caso de 2022, veja a variação do trimestre.
Revisões. O BCU (Banco Central del Uruguay, que faz as contas nacionais do país) revisa as estimativas a cada trimestre e fecha cada ano em etapas: primeiro pelas contas trimestrais, depois numa estimativa anual provisória e por fim na definitiva. Hoje são definitivos os anos até 2021; os seguintes estão marcados como preliminares. Em março de 2026, por exemplo, o crescimento de 2024 foi revisado de 3,1% para 3,3%.
| Período | PIB (variação anual) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | 1,8% | −1,5 p.p. |
| 2024preliminar | 3,3% | +2,6 p.p. |
| 2023preliminar | 0,8% | −3,8 p.p. |
| 2022preliminar | 4,6% | −1,2 p.p. |
| 2021 | 5,8% | +13,2 p.p. |
| 2020 | −7,4% | −8,3 p.p. |
| 2019 | 0,9% | +0,8 p.p. |
| 2018 | 0,2% | −1,6 p.p. |
| 2017 | 1,7% | +0,1 p.p. |
| 2016 | 1,7% | +1,3 p.p. |
| 2015 | 0,4% | −2,9 p.p. |
| 2014 | 3,2% | −1,4 p.p. |
| 2013 | 4,6% | +1,1 p.p. |
| 2012 | 3,5% | −1,6 p.p. |
| 2011 | 5,2% | −2,6 p.p. |
| 2010 | 7,8% | +3,6 p.p. |
| 2009 | 4,2% | −2,9 p.p. |
| 2008 | 7,2% | +0,6 p.p. |
| 2007 | 6,5% | +2,4 p.p. |
| 2006 | 4,1% | −3,4 p.p. |
| 2005 | 7,5% | +2,5 p.p. |
| 2004 | 5,0% | +4,2 p.p. |
| 2003 | 0,8% | +8,5 p.p. |
| 2002 | −7,7% | −3,9 p.p. |
| 2001 | −3,8% | −1,9 p.p. |
| 2000 | −1,9% | +0,0 p.p. |
| 1999 | −1,9% | −6,5 p.p. |
| 1998 | 4,5% | — |