O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1 — o mesmo com que o Uruguai aparece no ranking mundial.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
Desenvolvimento humano muito alto desde 2011. O Uruguai passou de 0,800, a linha que o PNUD usa para a faixa mais alta, em 2011, e em 2023 estava em 0,862, 48º entre 193 países. Na América Latina, só o Chile (0,878) e a Argentina (0,865) ficam à frente; o Brasil está em 0,786. É a renda que o põe ali: a renda nacional bruta per capita, US$ 28,6 mil em paridade de poder de compra, é a mais alta das três. A escolaridade é o ponto fraco: 10,5 anos médios de estudo da população adulta, contra 11,2 na Argentina e 11,3 no Chile.
A crise de 2002 aparece na renda. A renda por habitante caiu 17% entre 1998 e 2003, com a recessão e a crise bancária de 2002, e só voltou ao nível de 1998 em 2007. O índice, que vinha subindo desde 1990, ficou parado entre 2003 e 2007, em torno de 0,780.
A pandemia chegou em 2021. Em 2020 o Uruguai quase não teve mortes por Covid, e a esperança de vida subiu. A onda de 2021 a derrubou em três anos (78,4 → 75,4), e o índice ficou em 0,837 nos dois anos. Em 2022 a esperança de vida começou a voltar, e em 2023 o índice marcou 0,862, o maior da série.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva o Uruguai de 0,862 para 0,747 em 2023, uma perda de 13,3%. O Chile perde 17,7% e fica atrás: ajustado pela desigualdade, o Uruguai é o segundo da região, depois da Argentina.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,862 | +0,010 |
| 2022 | 0,852 | +0,015 |
| 2021 | 0,837 | 0,000 |
| 2020 | 0,837 | +0,007 |
| 2019 | 0,830 | +0,004 |
| 2018 | 0,826 | −0,001 |
| 2017 | 0,827 | +0,006 |
| 2016 | 0,821 | +0,003 |
| 2015 | 0,818 | +0,002 |
| 2014 | 0,816 | +0,004 |
| 2013 | 0,812 | +0,008 |
| 2012 | 0,804 | +0,003 |
| 2011 | 0,801 | +0,005 |
| 2010 | 0,796 | +0,009 |
| 2009 | 0,787 | +0,004 |
| 2008 | 0,783 | +0,003 |
| 2007 | 0,780 | +0,003 |
| 2006 | 0,777 | −0,001 |
| 2005 | 0,778 | −0,001 |
| 2004 | 0,779 | −0,001 |
| 2003 | 0,780 | +0,005 |
| 2002 | 0,775 | +0,004 |
| 2001 | 0,771 | +0,007 |
| 2000 | 0,764 | +0,004 |
| 1999 | 0,760 | +0,003 |
| 1998 | 0,757 | +0,010 |
| 1997 | 0,747 | +0,011 |
| 1996 | 0,736 | +0,007 |
| 1995 | 0,729 | +0,002 |
| 1994 | 0,727 | +0,005 |
| 1993 | 0,722 | +0,003 |
| 1992 | 0,719 | +0,002 |
| 1991 | 0,717 | +0,004 |
| 1990 | 0,713 | — |