Quanto o setor público uruguaio deve em proporção ao tamanho da economia, no fim de cada trimestre, na conta do Banco Central.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Tudo o que o setor público uruguaio deve no último dia do trimestre, em títulos, empréstimos e depósitos, medido contra o PIB dos doze meses anteriores. É o número do monitor trimestral de dívida do Banco Central del Uruguay (BCU).
Como o BCU faz a conta. O estoque de fim de trimestre, em dólares, é convertido a pesos pelo dólar do último dia útil e dividido pelo PIB nominal dos quatro trimestres encerrados ali. Numa desvalorização, a parte em moeda estrangeira cresce em pesos no dia e o PIB não acompanha; foi o que levou a razão de 60,7% para 65,4% entre março e junho de 2018, quando o dólar passou de 28,4 para 31,5 pesos.
De 54% a 77% em dez anos. O ponto mais baixo da série é março de 2017, 54,2% do PIB. A pandemia levou a razão ao pico de 76,6% em março de 2021; a recuperação do PIB nominal a trouxe para 63,9% em meados de 2022, e desde então ela voltou a subir: 72,9% em março de 2026.
Bruta não é o que o país deve de fato. O setor público tem ativos grandes — as reservas internacionais do BCU, depósitos, títulos — que a dívida líquida desconta. Em março de 2026 os ativos somavam 27,8% do PIB, e a líquida ficava em 45,1%.
O que entra na conta. O Setor Público Global, na régua do BCU: governo central, BPS (a previdência), as intendências, as empresas públicas (UTE, ANCAP, ANTEL, OSE e outras) e o próprio Banco Central, com as dívidas de um órgão com outro canceladas na consolidação. É um perímetro maior que o do Tesouro sozinho: a dívida bruta só do governo central, que o Ministério de Economia acompanha para o teto legal de endividamento, fechou junho de 2026 em 61,2% do PIB.
Por que a série começa em 2016. O BCU publica a razão a partir de 2016, o primeiro ano das Contas Nacionais na base atual. O estoque em dólares vai até 1999: está em dívida bruta em US$. Os trimestres a partir de abril de 2025 são preliminares.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 1º tri 2026preliminar | 72,9% | +1,6 p.p. |
| 4º tri 2025preliminar | 71,3% | +0,6 p.p. |
| 3º tri 2025preliminar | 70,7% | +0,6 p.p. |
| 2º tri 2025preliminar | 70,1% | −2,5 p.p. |
| 1º tri 2025 | 72,6% | −0,1 p.p. |
| 4º tri 2024 | 72,7% | +0,6 p.p. |
| 3º tri 2024 | 72,1% | +1,2 p.p. |
| 2º tri 2024 | 70,9% | +2,7 p.p. |
| 1º tri 2024 | 68,2% | +0,4 p.p. |
| 4º tri 2023 | 67,8% | +1,3 p.p. |
| 3º tri 2023 | 66,5% | +1,9 p.p. |
| 2º tri 2023 | 64,6% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2023 | 64,4% | −0,9 p.p. |
| 4º tri 2022 | 65,3% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2022 | 64,9% | +1,0 p.p. |
| 2º tri 2022 | 63,9% | −3,4 p.p. |
| 1º tri 2022 | 67,3% | −4,3 p.p. |
| 4º tri 2021 | 71,6% | −1,0 p.p. |
| 3º tri 2021 | 72,6% | −2,5 p.p. |
| 2º tri 2021 | 75,1% | −1,5 p.p. |
| 1º tri 2021 | 76,6% | +1,5 p.p. |
| 4º tri 2020 | 75,1% | −1,1 p.p. |
| 3º tri 2020 | 76,2% | +3,6 p.p. |
| 2º tri 2020 | 72,6% | +3,1 p.p. |
| 1º tri 2020 | 69,5% | +6,1 p.p. |
| 4º tri 2019 | 63,4% | +0,3 p.p. |
| 3º tri 2019 | 63,1% | −1,3 p.p. |
| 2º tri 2019 | 64,4% | 0,0 p.p. |
| 1º tri 2019 | 64,4% | +2,4 p.p. |
| 4º tri 2018 | 62,0% | −2,9 p.p. |
| 3º tri 2018 | 64,9% | −0,5 p.p. |
| 2º tri 2018 | 65,4% | +4,7 p.p. |
| 1º tri 2018 | 60,7% | +0,7 p.p. |
| 4º tri 2017 | 60,0% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2017 | 59,6% | +2,9 p.p. |
| 2º tri 2017 | 56,7% | +2,5 p.p. |
| 1º tri 2017 | 54,2% | −2,4 p.p. |
| 4º tri 2016 | 56,6% | +0,6 p.p. |
| 3º tri 2016 | 56,0% | −0,6 p.p. |
| 2º tri 2016 | 56,6% | −2,7 p.p. |
| 1º tri 2016 | 59,3% | — |