O resultado da Administración Central paraguaia antes dos juros da dívida, em % do PIB — o "Resultado Primario" do MEF.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O resultado financeiro da Administración Central sem a conta de juros: quanto a arrecadação cobre do gasto que o governo decide hoje, sem contar o serviço da dívida já contraída. É o "Resultado Primario" que o MEF publica na mesma planilha SITUFIN.
Os juros pesam mais hoje do que no meio da série. A diferença entre o financeiro e o primário — os juros líquidos — foi de quase 1 ponto do PIB em 2003, caiu para menos de 0,2 ponto por volta de 2011–2012, o período de menor endividamento da série, e voltou a subir depois da pandemia, chegando a cerca de 1,9 ponto do PIB em 2025. Por isso 2025 fecha quase em equilíbrio no primário (−0,13% do PIB) apesar de um déficit financeiro de −2,00%: quase toda a diferença é o serviço da dívida (1,87% do PIB em juros naquele ano).
O que entra na conta. A Administración Central — a União, os ministérios e os órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário federais, no critério de caixa/competência que o MEF (Ministerio de Economía y Finanzas) usa no SITUFIN. Não é o setor público não financeiro nem o setor público consolidado: fica de fora a previdência (IPS), as empresas estatais (ANDE, ESSAP, Petropar, COPACO) e os governos departamentais e municipais. É o número que o MEF publica todo mês no SITUFIN e que a imprensa paraguaia costuma citar como "déficit fiscal" do governo, embora o perímetro seja mais estreito que o de outros países da região.
Como é calculado. A planilha do MEF segue o manual de estatísticas de finanças públicas do FMI (MEFP 2001/GFSM 2001): a diferença entre receita e despesa corrente e de capital dá o "Balance Operativo Neto"; descontando a aquisição líquida de ativos não financeiros (investimento) chega-se ao "Préstamo neto / endeudamiento neto" — o resultado financeiro. Somando os juros da dívida chega-se ao resultado primário. A ingestão confere as duas contas com os números que a própria planilha já publica prontos.
Por que também aparece o Fundo Monetário Internacional. O FMI publica, para todo país, o resultado do "Governo Geral" (Administración Central + previdência + governos subnacionais) — um perímetro mais largo que o da Administración Central paraguaia. A ingestão confere que os dois números andam juntos (a diferença fica entre 0,1 e 0,9 ponto percentual do PIB em todos os anos de 2003 a 2025, sempre com a Administración Central mais deficitária — plausível, já que ela sozinha carrega o grosso do gasto sem a folga da previdência ou dos governos locais), mas não exige que fechem: são dois recortes diferentes por definição.
O mês fechado, em guaranis, está em resultado primário do mês.
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −0,13% | +0,45 p.p. |
| 2024 | −0,58% | +1,84 p.p. |
| 2023 | −2,42% | −0,72 p.p. |
| 2022 | −1,70% | +0,83 p.p. |
| 2021 | −2,54% | +2,54 p.p. |
| 2020 | −5,07% | −3,09 p.p. |
| 2019 | −1,98% | −1,34 p.p. |
| 2018 | −0,64% | −0,13 p.p. |
| 2017 | −0,51% | +0,01 p.p. |
| 2016 | −0,52% | +0,35 p.p. |
| 2015 | −0,86% | −0,31 p.p. |
| 2014 | −0,56% | +0,46 p.p. |
| 2013 | −1,02% | +0,04 p.p. |
| 2012 | −1,06% | −2,00 p.p. |
| 2011 | 0,95% | −0,29 p.p. |
| 2010 | 1,24% | +0,76 p.p. |
| 2009 | 0,48% | −1,61 p.p. |
| 2008 | 2,08% | +0,73 p.p. |
| 2007 | 1,35% | +0,22 p.p. |
| 2006 | 1,13% | −0,18 p.p. |
| 2005 | 1,31% | −0,61 p.p. |
| 2004 | 1,92% | +1,42 p.p. |
| 2003 | 0,49% | — |