O superávit ou déficit da Administración Central paraguaia depois dos juros, em % do PIB — o "Préstamo neto / endeudamiento neto" do MEF.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Quanto a Administración Central do Paraguai arrecadou a mais (ou a menos) do que gastou em cada ano, já contando os juros da dívida, em proporção ao PIB. É o "Préstamo neto / endeudamiento neto" que o MEF publica na planilha SITUFIN, o número mais próximo de um "resultado fiscal" oficial e regular do país.
Superávit até 2011, déficit direto a partir de 2012. A série abre com um pequeno déficit em 2003 (−0,47% do PIB), mas passa a maior parte da década seguinte no azul — superávit de até 1,67% do PIB em 2008. De 2012 em diante o resultado é negativo em todos os anos, sem exceção: o pico de déficit é 2020, com a pandemia (−6,14% do PIB). Em 2025, ano preliminar, o déficit fechou em −2,00%.
O que entra na conta. A Administración Central — a União, os ministérios e os órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário federais, no critério de caixa/competência que o MEF (Ministerio de Economía y Finanzas) usa no SITUFIN. Não é o setor público não financeiro nem o setor público consolidado: fica de fora a previdência (IPS), as empresas estatais (ANDE, ESSAP, Petropar, COPACO) e os governos departamentais e municipais. É o número que o MEF publica todo mês no SITUFIN e que a imprensa paraguaia costuma citar como "déficit fiscal" do governo, embora o perímetro seja mais estreito que o de outros países da região.
Como é calculado. A planilha do MEF segue o manual de estatísticas de finanças públicas do FMI (MEFP 2001/GFSM 2001): a diferença entre receita e despesa corrente e de capital dá o "Balance Operativo Neto"; descontando a aquisição líquida de ativos não financeiros (investimento) chega-se ao "Préstamo neto / endeudamiento neto" — o resultado financeiro. Somando os juros da dívida chega-se ao resultado primário. A ingestão confere as duas contas com os números que a própria planilha já publica prontos.
Por que também aparece o Fundo Monetário Internacional. O FMI publica, para todo país, o resultado do "Governo Geral" (Administración Central + previdência + governos subnacionais) — um perímetro mais largo que o da Administración Central paraguaia. A ingestão confere que os dois números andam juntos (a diferença fica entre 0,1 e 0,9 ponto percentual do PIB em todos os anos de 2003 a 2025, sempre com a Administración Central mais deficitária — plausível, já que ela sozinha carrega o grosso do gasto sem a folga da previdência ou dos governos locais), mas não exige que fechem: são dois recortes diferentes por definição.
O mês fechado, em guaranis, está em resultado financeiro do mês; somando os juros chega-se ao resultado primário.
| Período | Resultado financeiro | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −2,00% | +0,54 p.p. |
| 2024 | −2,54% | +1,54 p.p. |
| 2023 | −4,08% | −1,14 p.p. |
| 2022 | −2,94% | +0,69 p.p. |
| 2021 | −3,63% | +2,51 p.p. |
| 2020 | −6,14% | −3,33 p.p. |
| 2019 | −2,81% | −1,50 p.p. |
| 2018 | −1,31% | −0,22 p.p. |
| 2017 | −1,09% | −0,01 p.p. |
| 2016 | −1,08% | +0,26 p.p. |
| 2015 | −1,34% | −0,49 p.p. |
| 2014 | −0,85% | +0,42 p.p. |
| 2013 | −1,27% | −0,04 p.p. |
| 2012 | −1,23% | −1,98 p.p. |
| 2011 | 0,74% | −0,22 p.p. |
| 2010 | 0,97% | +0,88 p.p. |
| 2009 | 0,08% | −1,58 p.p. |
| 2008 | 1,67% | +0,89 p.p. |
| 2007 | 0,78% | +0,33 p.p. |
| 2006 | 0,44% | −0,05 p.p. |
| 2005 | 0,50% | −0,60 p.p. |
| 2004 | 1,09% | +1,57 p.p. |
| 2003 | −0,47% | — |