Fatia da população cuja renda domiciliar per capita não alcança o custo de uma cesta básica só de alimentos, pela EPHC do INE.
Mesma metodologia da pobreza por linha de renda, com uma linha mais baixa: aqui a renda do domicílio não cobre nem o custo de uma cesta básica só de alimentos (sem o valor para outros gastos). Por definição, todo pobre extremo também é pobre — nunca o contrário.
Também em queda. A pobreza extrema nacional caiu de 5,4% em 2022 para 2,4% em 2025. A diferença entre áreas é grande: 1,2% na área urbana contra 5,5% na área rural em 2025 — a pobreza extrema paraguaia é, sobretudo, um fenômeno rural.
A série anual começa em 2022. Até 2021, a Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) media pobreza só num trimestre específico do ano, não no ano cheio — o INE mudou o método em 2022 por decisão do próprio Comité de Pobreza, buscando mais precisão e desagregação. A série trimestral antiga (1997/98–2021), com outra metodologia, existe nos boletins do INE mas não entra aqui: misturaria duas réguas diferentes numa série só.
Os anos de 2022 a 2024 já foram revisados uma vez. O boletim publicado em março de 2026 (usado aqui) reprocessou a série 2022-2025 inteira com as novas projeções de população do Censo Nacional 2022 (disponíveis desde agosto de 2025) e uma forma revisada de contar o almoço escolar como parte da renda domiciliar — o boletim anterior, de março de 2025, tinha os mesmos três anos com números um pouco diferentes. A diferença fica entre 0,3 e 0,7 ponto percentual: pequena, mas documentada pelo próprio INE, não um erro de leitura.
| Período | Pobreza extrema (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 2,4% | −1,3 p.p. |
| 2024 | 3,7% | −0,7 p.p. |
| 2023 | 4,4% | −1,0 p.p. |
| 2022 | 5,4% | — |