Quantas pessoas estavam procurando trabalho sem encontrar no Paraguai, em cada trimestre da EPHC.
O numerador da taxa de desocupação: o contingente de pessoas na força de trabalho que não tinham emprego e procuraram, contado pela EPHC do INE (Cuadro N° 13, "Población Total").
Por que olhar o número absoluto. Uma taxa se move pelos dois lados da razão: se a força de trabalho cresce mais rápido que o desemprego, a taxa cai com mais gente sem emprego do que antes. O contingente não tem essa ambiguidade.
O desenho da série. O mínimo é cerca de 122 mil pessoas, no 4° trimestre de 2025; o máximo, cerca de 268 mil, no 1° trimestre de 2022. No 2° trimestre de 2026, cerca de 139 mil pessoas.
Cuidado com a soma no tempo. Cada trimestre é uma fotografia da EPHC, não um estoque acumulado — somar trimestres não dá "o total de desempregados do ano".
De onde vem. A Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE Paraguay sobre o mercado de trabalho. O recorte "Total país" usado aqui exclui os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay (a região do Chaco mais isolada, de baixa densidade populacional), as comunidades indígenas e as moradias coletivas — a própria nota de rodapé do INE no arquivo.
A série inteira já está na base populacional mais recente. O arquivo consultado (Cuadro N° 1) traz 2017T1–2026T2 já reponderado pelas "nuevas estimaciones y proyecciones (revisión 2025)" — ao contrário de países como o Uruguai, que ainda tem uma quebra de projeção populacional não resolvida na própria série, aqui os 38 trimestres usam a mesma base de população do início ao fim.
Nem todo trimestre é comparável. Cinco trimestres (2018T1, 2018T3, 2020T2, 2025T3 e 2026T1) vêm com uma nota do INE avisando que quem não respondeu à pesquisa ficou de fora da população em idade de trabalhar daquele trimestre — não é um recorte de pandemia, é uma nota que aparece espalhada pela série inteira. Os pontos afetados estão marcados.
| Período | Desocupados | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 139 mil | −21,9% |
| 1º tri 2026 | 178 mil | +45,9% |
| 4º tri 2025 | 122 mil | −26,1% |
| 3º tri 2025 | 165 mil | −1,8% |
| 2º tri 2025 | 168 mil | −6,1% |
| 1º tri 2025 | 179 mil | +20,9% |
| 4º tri 2024 | 148 mil | −14,0% |
| 3º tri 2024 | 172 mil | −18,1% |
| 2º tri 2024 | 210 mil | −4,5% |
| 1º tri 2024 | 220 mil | +29,4% |
| 4º tri 2023 | 170 mil | −14,1% |
| 3º tri 2023 | 198 mil | +4,8% |
| 2º tri 2023 | 189 mil | −6,9% |
| 1º tri 2023 | 203 mil | +11,5% |
| 4º tri 2022 | 182 mil | −7,6% |
| 3º tri 2022 | 197 mil | −8,8% |
| 2º tri 2022 | 216 mil | −19,4% |
| 1º tri 2022 | 268 mil | +24,7% |
| 4º tri 2021 | 215 mil | +2,4% |
| 3º tri 2021 | 210 mil | −21,3% |
| 2º tri 2021 | 267 mil | +4,7% |
| 1º tri 2021 | 255 mil | +14,9% |
| 4º tri 2020 | 222 mil | −7,9% |
| 3º tri 2020 | 241 mil | +10,0% |
| 2º tri 2020 | 219 mil | −9,9% |
| 1º tri 2020 | 243 mil | +35,8% |
| 4º tri 2019 | 179 mil | −4,8% |
| 3º tri 2019 | 188 mil | −16,1% |
| 2º tri 2019 | 224 mil | +5,2% |
| 1º tri 2019 | 213 mil | +23,1% |
| 4º tri 2018 | 173 mil | −6,5% |
| 3º tri 2018 | 185 mil | +5,7% |
| 2º tri 2018 | 175 mil | −19,4% |
| 1º tri 2018 | 217 mil | +40,9% |
| 4º tri 2017 | 154 mil | −13,5% |
| 3º tri 2017 | 178 mil | −19,1% |
| 2º tri 2017 | 220 mil | +21,5% |
| 1º tri 2017 | 181 mil | — |