Quanto das mulheres assassinadas entra como feminicídio: 26,1% em 2025.
Os feminicídios sobre o total de mulheres assassinadas.
Sobe quase todo ano, de 19,8% em 2015 para 26,1% em 2025. A subida mede, em parte, reconhecimento — quanto do assassinato de uma mulher o Ministério Público nomeia com a qualificadora — mais do que uma mudança no tipo de violência.
É perto da proporção colombiana (16% a 20% no mesmo período) e bem abaixo da argentina (53% a 66%) — o quanto uma morte de mulher vira "feminicídio" nos números varia mais pela qualificação de cada fiscalía do que pela violência de cada país.
O número é do SESNSP, registro das fiscalías estaduais. O Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública consolida o que as 32 fiscalías/procuradorias reportam mensalmente, por vítima — o mesmo tipo de registro que o Brasil usa no FBSP e a Argentina no SNIC, não a certidão de óbito.
| Período | Feminicídios (%) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 26,1% | +1,0 p.p. |
| 2024 | 25,1% | +0,3 p.p. |
| 2023 | 24,8% | −1,2 p.p. |
| 2022 | 26,0% | −1,1 p.p. |
| 2021 | 27,1% | +1,3 p.p. |
| 2020 | 25,8% | +0,5 p.p. |
| 2019 | 25,3% | +0,2 p.p. |
| 2018 | 25,1% | +1,8 p.p. |
| 2017 | 23,3% | +0,4 p.p. |
| 2016 | 22,9% | +3,1 p.p. |
| 2015 | 19,8% | — |