O superávit ou déficit do Estado francês em cada ano, depois dos juros, em proporção ao PIB: o número do limite de 3% do Tratado de Maastricht.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Quanto o Estado francês arrecadou a mais ou a menos do que gastou em cada ano, incluindo os juros da dívida, em proporção ao PIB. Positivo é superávit; negativo, déficit. É o "déficit public au sens de Maastricht" que o INSEE divulga todo mês de março e o que a França notifica a Bruxelas — e no Brasil se chama resultado nominal.
Em 2025, o déficit ficou em 5,1% do PIB: € 151,6 bilhões, abaixo do recorde de 2024 (5,8%) mas quase o dobro do limite de Maastricht. Entre 2008 e 2025, só dois anos ficaram dentro do limite de 3%: 2018 (2,3%) e 2019 (2,4%) — os dois entre uma década de déficit alto depois da crise financeira (2009 a 2017) e a sequência aberta pela pandemia em 2020.
O choque da pandemia foi o pior ponto da série recente. Em 2020, o déficit saltou para 8,9% do PIB (€ 207,1 bilhões), o maior desde a Segunda Guerra, com a queda de arrecadação e os programas de sustentação de renda e emprego. Caiu para 4,7% em 2022, com a retomada, e voltou a subir em 2023 e 2024 — despesa em alta (juros, mais o custo dos escudos de energia e das reformas de pensão) num crescimento fraco.
O procedimento de déficit excessivo. Em 26 de julho de 2024, o Conselho da União Europeia abriu um Procedimento de Déficit Excessivo (PDE) contra a França — e mais seis países (Bélgica, Itália, Hungria, Malta, Polônia e Eslováquia) —, com base no déficit de 2023, então estimado em 5,5% do PIB pelo Eurostat (revisado desde então para 5,4%), mais que o dobro do limite de 3%. O PDE obriga o governo a apresentar uma trajetória de correção e submete o orçamento a acompanhamento extra de Bruxelas; não é uma multa automática, mas é o mecanismo que pode levar a uma, se a França não reduzir o déficit no ritmo combinado. A meta apresentada em janeiro de 2025 é voltar a menos de 3% do PIB só em 2029.
Como é calculado. A soma dos quatro trimestres das contas nacionais trimestrais (CVS-CJO, ajustadas por sazonalidade e dias úteis), dividida pelo PIB nominal do ano; a ingestão confere contra a tabela 3.106 do INSEE ("Déficit des administrations publiques au sens de Maastricht") e contra a notificação do Eurostat. A série começa no 1º trimestre de 1949.
O que entra na conta. O governo geral inteiro, no jargão do INSEE "as administrações públicas" (APU): o Estado central, os organismos diversos de administração central, as administrações locais (regiões, departamentos, municípios) e a seguridade social (previdência, saúde, desemprego). É o recorte que o Tratado de Maastricht usa para o limite de 3% do PIB e o que a França notifica à Comissão Europeia em abril e outubro. Em 2025, o Estado central respondeu por € 130,3 bilhões dos € 151,6 bilhões de déficit; a seguridade social, por € 5,8 bilhões; as administrações locais, por € 15,6 bilhões. No Brasil, o número de referência do Banco Central também soma estados e municípios (e as estatais); na Alemanha, o mesmo recorte, com os estados (Länder) no lugar das regiões francesas.
Contas nacionais, não orçamento. O número segue o sistema europeu de contas nacionais (SEC 2010): despesa e receita entram quando o fato gerador acontece, não quando o dinheiro sai do caixa, e empréstimos concedidos ou compras de participações não contam como gasto. Por isso ele difere do saldo de execução orçamentária que o próprio Ministério das Finanças divulga mês a mês.
O trimestre a trimestre, em euros, está no resultado do trimestre.
| Período | Déficit de Maastricht | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −5,07% | +0,69 p.p. |
| 2024preliminar | −5,76% | −0,40 p.p. |
| 2023 | −5,36% | −0,61 p.p. |
| 2022 | −4,75% | +1,83 p.p. |
| 2021 | −6,58% | +2,35 p.p. |
| 2020 | −8,93% | −6,53 p.p. |
| 2019 | −2,40% | −0,08 p.p. |
| 2018 | −2,32% | +1,04 p.p. |
| 2017 | −3,36% | +0,41 p.p. |
| 2016 | −3,77% | +0,12 p.p. |
| 2015 | −3,89% | +0,68 p.p. |
| 2014 | −4,57% | +0,37 p.p. |
| 2013 | −4,94% | +0,23 p.p. |
| 2012 | −5,17% | +0,14 p.p. |
| 2011 | −5,31% | +1,84 p.p. |
| 2010 | −7,15% | +0,22 p.p. |
| 2009 | −7,37% | −3,87 p.p. |
| 2008 | −3,50% | −0,51 p.p. |
| 2007 | −2,99% | −0,34 p.p. |
| 2006 | −2,65% | +0,86 p.p. |
| 2005 | −3,51% | +0,04 p.p. |
| 2004 | −3,55% | +0,53 p.p. |
| 2003 | −4,08% | −0,91 p.p. |
| 2002 | −3,17% | −1,75 p.p. |
| 2001 | −1,42% | −0,11 p.p. |
| 2000 | −1,31% | +0,22 p.p. |
| 1999 | −1,53% | +0,86 p.p. |
| 1998 | −2,39% | +1,32 p.p. |
| 1997 | −3,71% | +0,19 p.p. |
| 1996 | −3,90% | +1,21 p.p. |
| 1995 | −5,11% | +0,35 p.p. |
| 1994 | −5,46% | +0,93 p.p. |
| 1993 | −6,39% | −1,76 p.p. |
| 1992 | −4,63% | −1,74 p.p. |
| 1991 | −2,89% | −0,43 p.p. |
| 1990 | −2,46% | −0,66 p.p. |
| 1989 | −1,80% | +0,78 p.p. |
| 1988 | −2,58% | −0,55 p.p. |
| 1987 | −2,03% | +1,20 p.p. |
| 1986 | −3,23% | −0,21 p.p. |
| 1985 | −3,02% | −0,26 p.p. |
| 1984 | −2,76% | −0,20 p.p. |
| 1983 | −2,56% | +0,29 p.p. |
| 1982 | −2,85% | −0,42 p.p. |
| 1981 | −2,43% | −2,00 p.p. |
| 1980 | −0,43% | +0,06 p.p. |
| 1979 | −0,49% | +1,32 p.p. |
| 1978 | −1,81% | −0,66 p.p. |
| 1977 | −1,15% | +0,50 p.p. |
| 1976 | −1,65% | +1,30 p.p. |
| 1975 | −2,95% | −3,05 p.p. |
| 1974 | 0,10% | +0,17 p.p. |
| 1973 | −0,07% | −0,29 p.p. |
| 1972 | 0,22% | +0,52 p.p. |
| 1971 | −0,30% | −0,27 p.p. |
| 1970 | −0,03% | +0,13 p.p. |
| 1969 | −0,16% | +1,29 p.p. |
| 1968 | −1,45% | −0,90 p.p. |
| 1967 | −0,55% | −0,77 p.p. |
| 1966 | 0,22% | −0,34 p.p. |
| 1965 | 0,56% | −0,28 p.p. |
| 1964 | 0,84% | +0,45 p.p. |
| 1963 | 0,39% | +0,21 p.p. |
| 1962 | 0,18% | −0,97 p.p. |
| 1961 | 1,15% | −0,03 p.p. |
| 1960 | 1,18% | −0,29 p.p. |
| 1959 | 1,47% | +0,51 p.p. |
| 1958 | 0,96% | +2,39 p.p. |
| 1957 | −1,43% | +0,47 p.p. |
| 1956 | −1,90% | −0,68 p.p. |
| 1955 | −1,22% | −0,73 p.p. |
| 1954 | −0,49% | +0,09 p.p. |
| 1953 | −0,58% | +0,50 p.p. |
| 1952 | −1,08% | −0,56 p.p. |
| 1951 | −0,52% | +0,88 p.p. |
| 1950 | −1,40% | +0,65 p.p. |
| 1949 | −2,05% | — |