O superávit ou déficit do Estado alemão — União, estados, municípios e seguridade social — em cada ano, depois dos juros, em proporção ao PIB: o número do limite de 3% do Tratado de Maastricht.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Quanto o Estado alemão arrecadou a mais ou a menos do que gastou em cada ano, incluindo os juros da dívida, em proporção ao PIB. Positivo é superávit; negativo, déficit. É o "Defizitquote" que o Destatis divulga e que a Alemanha notifica a Bruxelas, e o que no Brasil se chama resultado nominal.
Em 2025, o déficit chegou a 3,0% do PIB, no limite do Tratado de Maastricht: € 136,5 bilhões, o maior em proporção do PIB desde 2021 (3,2%). Em 2020, na pandemia, tinha sido 4,3%. No primeiro semestre de 2026, o Destatis mediu 3,1%. O déficit cresce com o gasto do fundo especial de infraestrutura e com o gasto militar, que a reforma de 2025 tirou do freio da dívida.
De 2013 a 2019, a Alemanha fechou no azul. Foram sete anos seguidos de superávit, com o pico de 1,87% do PIB em 2018 — a época da "schwarze Null" (o "zero preto", o orçamento federal sem dívida nova). Antes disso, o déficit passou de 3% em doze dos vinte anos entre 1991 e 2010. O pior ponto da série é 1995, com 9,4% do PIB, e é contábil: naquele ano o governo assumiu as dívidas da Treuhandanstalt, a agência que privatizou as estatais da antiga Alemanha Oriental, e a transferência de € 119,6 bilhões conta como despesa de uma vez só. Sem ela, o déficit de 1995 teria ficado em 3,1%.
O freio da dívida (Schuldenbremse). Desde a reforma constitucional de 2009 (artigos 109 e 115 da Lei Fundamental), a União só pode fechar o ano com déficit estrutural — o resultado descontado do ciclo econômico e das operações financeiras — de até 0,35% do PIB, regra em vigor desde 2016; os estados, com déficit estrutural zero desde 2020. A emenda de 22 de março de 2025 abriu duas exceções: o gasto com defesa (e com proteção civil, inteligência, segurança cibernética e ajuda a países atacados em violação do direito internacional) acima de 1% do PIB deixou de contar para o limite, e a União foi autorizada a criar um fundo especial de até € 500 bilhões, com crédito próprio fora do freio, para infraestrutura e neutralidade climática, a ser comprometido em doze anos — € 100 bilhões dele vão para os estados e € 100 bilhões para o fundo climático. Os estados, juntos, ganharam direito a um déficit estrutural de 0,35% do PIB. O freio é uma regra nacional, medida no orçamento de caixa da União; o limite de 3% é europeu e mede o governo geral inteiro. Um país pode cumprir um e estourar o outro.
Como é calculado. O resultado em euros (Destatis, republicado pela Bundesbank) dividido pelo PIB nominal do ano, com duas casas; a ingestão confere contra o percentual que a Bundesbank calcula e contra a notificação do Eurostat. A série começa em 1991, o primeiro ano das contas nacionais da Alemanha unificada.
O que entra na conta. O governo geral inteiro ("Staat", na estatística alemã): a União (Bund) com seus fundos especiais, os 16 estados (Länder), os municípios e a seguridade social (previdência, saúde, desemprego). É o recorte que o Tratado de Maastricht usa para o limite de 3% do PIB e o que a Alemanha notifica à Comissão Europeia em março e setembro. A União sozinha respondeu por € 85,3 bilhões dos € 136,5 bilhões de déficit de 2025; os municípios, por € 35,3 bilhões. No Brasil, o número de referência do Banco Central também soma estados e municípios (e as estatais); nos Estados Unidos, só o governo federal.
Contas nacionais, não orçamento. O número segue o sistema europeu de contas nacionais (SEC 2010): despesa e receita entram quando o fato acontece, não quando o dinheiro sai, e empréstimos concedidos ou compras de participações não contam como gasto. Por isso ele difere do déficit dos orçamentos públicos na estatística financeira do Destatis, que em 2025 somou € 127,3 bilhões.
Os últimos anos ainda mudam. Todo agosto o Destatis (o instituto de estatística alemão) revisa os quatro anos anteriores com as estatísticas estruturais das empresas. Em 2026 a revisão pesou: o déficit de 2025, notificado em abril como 2,7% do PIB, passou a 3,0%, com investimento público maior (pesquisa e software, sobretudo) e uma correção nas contas dos estados; o de 2023 caiu de 2,5% para 2,2%. Os anos que a fonte ainda vai revisar aparecem como preliminares.
O trimestre a trimestre, em euros, está no resultado do trimestre.
| Período | Déficit de Maastricht | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −3,01% | −0,25 p.p. |
| 2024preliminar | −2,76% | −0,53 p.p. |
| 2023preliminar | −2,23% | −0,38 p.p. |
| 2022 | −1,85% | +1,32 p.p. |
| 2021 | −3,17% | +1,18 p.p. |
| 2020 | −4,35% | −5,67 p.p. |
| 2019 | 1,32% | −0,55 p.p. |
| 2018 | 1,87% | +0,54 p.p. |
| 2017 | 1,33% | +0,20 p.p. |
| 2016 | 1,13% | +0,22 p.p. |
| 2015 | 0,91% | +0,18 p.p. |
| 2014 | 0,73% | +0,61 p.p. |
| 2013 | 0,12% | +0,18 p.p. |
| 2012 | −0,05% | +0,79 p.p. |
| 2011 | −0,84% | +3,58 p.p. |
| 2010 | −4,42% | −1,25 p.p. |
| 2009 | −3,18% | −2,91 p.p. |
| 2008 | −0,26% | −0,42 p.p. |
| 2007 | 0,15% | +1,91 p.p. |
| 2006 | −1,76% | +1,62 p.p. |
| 2005 | −3,37% | +0,05 p.p. |
| 2004 | −3,42% | +0,41 p.p. |
| 2003 | −3,83% | +0,26 p.p. |
| 2002 | −4,09% | −0,96 p.p. |
| 2001 | −3,12% | −1,41 p.p. |
| 2000 | −1,71% | +0,15 p.p. |
| 1999 | −1,87% | +0,78 p.p. |
| 1998 | −2,65% | +0,38 p.p. |
| 1997 | −3,03% | +0,61 p.p. |
| 1996 | −3,64% | +5,80 p.p. |
| 1995 | −9,44% | −6,89 p.p. |
| 1994 | −2,54% | +0,57 p.p. |
| 1993 | −3,11% | −0,48 p.p. |
| 1992 | −2,63% | +0,58 p.p. |
| 1991 | −3,21% | — |