Quanto a economia equatoriana cresceu ou encolheu em cada ano, já descontada a inflação.
A variação real anual compara o volume produzido no Equador em um ano com o do ano anterior, sem o efeito dos preços — o mesmo conceito da variação anual do Brasil, da Colômbia e do Uruguai.
A pandemia e a crise energética. 2020 teve a maior queda da série, −9,3%, com o Equador em quarentena nacional; a recuperação veio forte em 2021, +9,4%, em boa parte um efeito de base sobre um ano deprimido. Mais recentemente, 2024 fechou com queda de 1,9% — não uma crise sanitária, mas o racionamento de energia elétrica de meses (estiagem que reduziu a geração das hidrelétricas, que respondem pela maior parte da eletricidade do país) somado à deterioração da segurança pública. Em 2025 a economia voltou a crescer, 3,7%.
Vinte e cinco anos de dolarização. Desde a adoção do dólar em 2000, o Equador não teve política monetária própria para reagir a choques com juro ou câmbio; a série de crescimento reflete isso — sem uma desvalorização para amortecer, os ajustes vêm mais pelo lado real da economia. Ainda assim, o volume produzido mais que dobrou entre 2000 e 2025.
Como o número é feito. O BCE mede a produção em volumes encadeados com ano de referência 2018 (a aba "Niveles Encadenados" da Tabla de Oferta y Utilización); a variação aqui é refeita a partir desse nível real, trimestre a trimestre, e o ano é a soma dos quatro trimestres — não uma taxa publicada à parte.
| Período | PIB (variação anual) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 3,7% | +5,7 p.p. |
| 2024 | −1,9% | −3,8 p.p. |
| 2023 | 1,8% | −4,0 p.p. |
| 2022 | 5,9% | −3,6 p.p. |
| 2021 | 9,4% | +18,7 p.p. |
| 2020 | −9,2% | −9,4 p.p. |
| 2019 | 0,2% | −0,9 p.p. |
| 2018 | 1,0% | −4,9 p.p. |
| 2017 | 6,0% | +6,7 p.p. |
| 2016 | −0,7% | −0,8 p.p. |
| 2015 | 0,1% | −4,1 p.p. |
| 2014 | 4,2% | −3,0 p.p. |
| 2013 | 7,2% | +1,4 p.p. |
| 2012 | 5,8% | −2,7 p.p. |
| 2011 | 8,5% | +4,5 p.p. |
| 2010 | 4,0% | +2,9 p.p. |
| 2009 | 1,1% | −5,5 p.p. |
| 2008 | 6,6% | +4,7 p.p. |
| 2007 | 1,9% | −2,4 p.p. |
| 2006 | 4,3% | −1,1 p.p. |
| 2005 | 5,4% | −1,4 p.p. |
| 2004 | 6,8% | +3,9 p.p. |
| 2003 | 2,9% | −2,0 p.p. |
| 2002 | 4,9% | +0,7 p.p. |
| 2001 | 4,2% | — |