A fatia da força de trabalho urbana chinesa sem emprego e disponível para trabalhar, pesquisada todo mês pelo NBS.
De onde vem. A taxa vem da pesquisa de força de trabalho do NBS (国家统计局), a 全国城镇调查失业率 ("taxa de desemprego pesquisada, urbana, nacional"), amostral e por domicílio — o mesmo desenho conceitual da PNAD Contínua brasileira e da CPS americana. Existe desde 2018, quando substituiu a antiga "taxa registrada" (登记失业率), um cadastro administrativo de quem se inscrevia como desempregado num escritório do governo — uma medida que só contava quem procurava o cadastro, ficava perto de 4% por década e não capturava boa parte do desemprego real. A pesquisa atual é divulgada dentro do release mensal de atividade econômica do NBS (国民经济运行情况), não num release próprio.
Só residente urbano entra. "Urbano" aqui não é sobre onde a pessoa nasceu: um migrante rural que mora e trabalha na cidade conta como população urbana da pesquisa; quem mora no campo, não conta, esteja ou não desempregado. Como a maior parte do desemprego agrícola chinês é subemprego disfarçado (terra de família sempre "emprega" alguém) e não teria como ser medido por uma taxa de desemprego aberto, o recorte urbano é o que o NBS consegue medir de forma comparável ao resto do mundo — mas também é por isso que a taxa quase não se mexe: fica entre 5% e 5,5% na maior parte da série, uma faixa estreita para uma economia do tamanho da chinesa.
Compare com a PNAD do Brasil. A taxa de desocupação brasileira mede o país inteiro, urbano e rural, com o mesmo conceito de desemprego aberto (sem trabalho, disponível, procurando). A chinesa mede só a cidade. Uma comparação direta dos dois números super-representa o quanto a China "tem menos desemprego" — está comparando uma taxa nacional com uma taxa que já corta fora boa parte do país.
Uma faixa estreita, com um pico em 2022. Desde o fim de 2021 a taxa ficou quase sempre entre 5,0% e 5,5%. A exceção foi 2022, o ano dos lockdowns da política de covid zero: 6,1% em abril, com Xangai fechada, e de novo 5,7% em novembro e 5,5% em dezembro. Nas 31 maiores cidades o choque foi maior, 6,9% em maio de 2022. O mínimo do período é 4,9%, em setembro de 2021.
E o desemprego jovem? A taxa de 16 a 24 anos, que o NBS calculava incluindo estudantes, bateu 21,3% em junho de 2023. O NBS suspendeu a divulgação no mês seguinte e voltou em janeiro de 2024 com outra régua, sem os estudantes, que deu 14,9% para dezembro de 2023. A série por faixa etária não está nesta seção: ela só sai no banco de dados do NBS, fechado para acesso de fora da China, e nenhum comunicado mensal a escreve por extenso.
Janeiro nunca aparece isolado. O NBS publica janeiro e fevereiro combinados num release só, em março, e o texto desse release cita apenas o valor de fevereiro — o número de janeiro isolado nunca é escrito em nenhum release público, só existe no banco de dados do NBS, bloqueado para acesso de fora da China. Por isso esta série tem um buraco estrutural em janeiro de todo ano: não é falha de coleta, é o calendário de divulgação do NBS, e não inventamos o número que a fonte não escreve.
Veja também a taxa nas 31 maiores cidades.
| Período | Desemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| ago/2026 | 5,3% | +0,1 p.p. |
| jul/2026 | 5,2% | +0,1 p.p. |
| mai/2026 | 5,1% | −0,1 p.p. |
| abr/2026 | 5,2% | −0,2 p.p. |
| mar/2026 | 5,4% | +0,1 p.p. |
| fev/2026 | 5,3% | +0,2 p.p. |
| dez/2025 | 5,1% | 0,0 p.p. |
| nov/2025 | 5,1% | 0,0 p.p. |
| out/2025 | 5,1% | −0,2 p.p. |
| ago/2025 | 5,3% | +0,1 p.p. |
| jul/2025 | 5,2% | +0,2 p.p. |
| jun/2025 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| mai/2025 | 5,0% | −0,1 p.p. |
| abr/2025 | 5,1% | −0,1 p.p. |
| mar/2025 | 5,2% | −0,2 p.p. |
| fev/2025 | 5,4% | +0,3 p.p. |
| dez/2024 | 5,1% | +0,1 p.p. |
| nov/2024 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| out/2024 | 5,0% | −0,1 p.p. |
| set/2024 | 5,1% | −0,2 p.p. |
| ago/2024 | 5,3% | +0,1 p.p. |
| jul/2024 | 5,2% | +0,2 p.p. |
| jun/2024 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| mai/2024 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| abr/2024 | 5,0% | −0,2 p.p. |
| mar/2024 | 5,2% | −0,1 p.p. |
| fev/2024 | 5,3% | +0,2 p.p. |
| dez/2023 | 5,1% | +0,1 p.p. |
| nov/2023 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| out/2023 | 5,0% | 0,0 p.p. |
| set/2023 | 5,0% | −0,2 p.p. |
| ago/2023 | 5,2% | −0,1 p.p. |
| jul/2023 | 5,3% | +0,1 p.p. |
| jun/2023 | 5,2% | 0,0 p.p. |
| mai/2023 | 5,2% | 0,0 p.p. |
| abr/2023 | 5,2% | −0,4 p.p. |
| fev/2023 | 5,6% | +0,1 p.p. |
| dez/2022 | 5,5% | −0,2 p.p. |
| nov/2022 | 5,7% | +0,2 p.p. |
| out/2022 | 5,5% | 0,0 p.p. |
| set/2022 | 5,5% | +0,2 p.p. |
| ago/2022 | 5,3% | −0,1 p.p. |
| jul/2022 | 5,4% | −0,5 p.p. |
| mai/2022 | 5,9% | +0,1 p.p. |
| mar/2022 | 5,8% | +0,3 p.p. |
| fev/2022 | 5,5% | +0,4 p.p. |
| dez/2021 | 5,1% | +0,1 p.p. |
| nov/2021 | 5,0% | +0,1 p.p. |
| set/2021 | 4,9% | — |