Uma aproximação do resultado do Gobierno Central Total chileno antes dos juros: o resultado financeiro somado à despesa bruta com juros, sem descontar a receita de juros que a DIPRES também desconta na sua própria conta.
O resultado financeiro somado de volta à despesa bruta com juros da dívida — uma aproximação de quanto o governo chileno teria economizado (ou faltado) sem o custo da dívida.
Por que é uma aproximação, e não o número oficial. A DIPRES publica, uma vez por trimestre e só em texto (não como série baixável), um "balance primario" que desconta tanto a despesa quanto a receita de juros do governo: no Informe de Finanzas Públicas do 4º trimestre de 2025, a conta foi resultado (−R$ 9.525.510 milhões) − receita de juros (R$ 621.848 milhões) + despesa de juros (R$ 4.205.784 milhões) = −R$ 5.941.574 milhões, ou −1,8% do PIB. A série aqui soma só a despesa, porque a receita de juros do governo não sai separada em nenhuma planilha anual da DIPRES — fica misturada em "rentas de la propiedad", junto com dividendos e aluguéis. O resultado: −1,565% do PIB em 2025, cerca de 0,2 ponto do PIB mais otimista do que o número oficial, a distância aproximada da própria receita de juros.
Ainda assim, mede a mesma coisa por perto: 2024 fechou em −1,645% aqui (a DIPRES publicou −0,8% no IFP daquele ano, distância maior, pois a receita de juros também variou); nenhum ano da série tem primário positivo desde 2021.
O que entra na conta. O Gobierno Central Total: os ministérios e serviços do orçamento (Gobierno Central Presupuestario) mais os fundos e organismos extraorçamentários (o Fondo de Estabilización Económica y Social, o Fondo de Reserva de Pensiones, entre outros). Municípios ficam de fora — a DIPRES não publica um consolidado com eles, diferente do Banco Central do Brasil, que apura o setor público inteiro. Base devengado (o MEFP 2014 do FMI): a receita e a despesa contam quando o fato acontece, não quando o dinheiro entra ou sai.
A economia chilena depende do preço do cobre, e a conta fiscal também. Metade do cobre é minerado pela estatal Codelco, e o imposto sobre a mineração privada soma outra fatia — nos anos de preço alto (2021), o cobre bruto chegou perto de 4% do PIB em receita; nos de preço baixo, quase zero. Uma parte do resultado muda todo ano só porque o preço do metal mudou, sem que o governo tenha gastado ou cortado nada — é o que o balanço estrutural tenta isolar.
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | −1,56% | +0,08 p.p. |
| 2024 | −1,65% | −0,32 p.p. |
| 2023 | −1,33% | −3,46 p.p. |
| 2022 | 2,13% | +8,99 p.p. |
| 2021 | −6,86% | −0,55 p.p. |
| 2020 | −6,31% | −4,36 p.p. |
| 2019 | −1,95% | −1,14 p.p. |
| 2018 | −0,81% | +1,13 p.p. |
| 2017 | −1,95% | +0,03 p.p. |
| 2016 | −1,97% | −0,49 p.p. |
| 2015 | −1,49% | −0,47 p.p. |
| 2014 | −1,02% | −1,00 p.p. |
| 2013 | −0,02% | −1,17 p.p. |
| 2012 | 1,15% | −0,69 p.p. |
| 2011 | 1,84% | +1,81 p.p. |
| 2010 | 0,03% | +3,90 p.p. |
| 2009 | −3,87% | −8,22 p.p. |
| 2008 | 4,35% | −4,05 p.p. |
| 2007 | 8,40% | +0,39 p.p. |
| 2006 | 8,01% | +2,79 p.p. |
| 2005 | 5,23% | +2,24 p.p. |
| 2004 | 2,99% | +2,32 p.p. |
| 2003 | 0,67% | +0,74 p.p. |
| 2002 | −0,07% | −0,70 p.p. |
| 2001 | 0,64% | +0,10 p.p. |
| 2000 | 0,54% | +1,38 p.p. |
| 1999 | −0,84% | −2,42 p.p. |
| 1998 | 1,58% | −1,59 p.p. |
| 1997 | 3,17% | −0,28 p.p. |
| 1996 | 3,45% | −1,15 p.p. |
| 1995 | 4,61% | +1,27 p.p. |
| 1994 | 3,34% | −0,17 p.p. |
| 1993 | 3,50% | −0,87 p.p. |
| 1992 | 4,37% | −0,12 p.p. |
| 1991 | 4,49% | −0,84 p.p. |
| 1990 | 5,33% | — |