A parcela da dívida bruta do Gobierno Central Total chileno emitida em dólar ou euro, e não em pesos ou em Unidades de Fomento (UF, indexada à inflação chilena) — a fração exposta à variação cambial.
Que fração da dívida bruta do Gobierno Central chileno está denominada em dólar ou euro, e não em pesos ou em Unidades de Fomento (UF, a unidade de conta chilena indexada à inflação) — a parte que fica mais cara em pesos quando o câmbio se desvaloriza, ao contrário da dívida em UF ou em pesos nominais.
Mais que dobrou entre 2016 e 2024, e recuou em 2025. A parcela em moeda estrangeira saiu de 17,67% da dívida em 2016 para 36,24% em 2024, a Oficina de la Deuda Pública buscando diversificar as fontes de financiamento num momento de mercado interno mais raso; em 2025 recuou a 33,98%, na esteira de um programa de coberturas cambiais (hedge) iniciado em 2023, que reduz a exposição efetiva sem reduzir o estoque emitido em moeda estrangeira.
Perto de dois terços em UF ou pesos. O espelho desta série é a dívida em pesos e UF, que soma o restante — 66,02% em 2025. A UF, por sua vez, expõe o governo à inflação chilena, não ao câmbio.
O que entra na conta. O Gobierno Central: o Tesouro e os organismos e fundos do Gobierno Central Total (o mesmo perímetro do resultado fiscal). Não inclui as municipalidades nem as empresas públicas — a DIPRES não publica uma série longa de dívida do Gobierno General (que as somaria), diferente do Brasil, cuja Dívida Bruta do Governo Geral do Banco Central já soma estados e municípios.
| Período | Em moeda estrangeira | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 33,98% | −2,26 p.p. |
| 2024 | 36,24% | +0,43 p.p. |
| 2023 | 35,81% | +0,33 p.p. |
| 2022 | 35,48% | +0,30 p.p. |
| 2021 | 35,18% | +12,03 p.p. |
| 2020 | 23,15% | +2,57 p.p. |
| 2019 | 20,57% | +0,76 p.p. |
| 2018 | 19,82% | +2,26 p.p. |
| 2017 | 17,55% | −0,12 p.p. |
| 2016 | 17,67% | — |