O estoque de dívida bruta do Gobierno Central Total chileno em 31 de dezembro de cada ano, em proporção ao PIB.
Quanto o Gobierno Central chileno deve, em capital a pagar (valor de face), medido no fim de cada ano e em proporção ao PIB. É a série que a própria DIPRES usa para contar a história fiscal do país nos últimos 35 anos.
De quase 43% a menos de 4%, e de volta a mais de 40%. Em 1990 a dívida chilena era 42,9% do PIB, herança da crise da dívida latino-americana dos anos 1980; caiu quase todo ano até o mínimo histórico, 3,9%, em 2007, com a poupança dos anos de cobre caro. A crise financeira de 2008–2009 e a queda do preço do cobre começaram a reverter a trajetória; a pandemia deu o maior salto de um ano só (de 17,4% em 2015 para 32,4% em 2020, contando também os anos entre eles); em 2025 a dívida fechou em 41,5% do PIB, acima do teto informal de 45% que o próprio governo chileno costuma citar como referência prudencial, mas ainda abaixo da mediana da América Latina.
Comparação regional. Mesmo em 41,5% do PIB, a dívida chilena segue menor que a brasileira (perto de 75% do PIB) e a argentina (78% em 2025); é mais parecida com a dos Estados Unidos em 1990 do que com a de hoje (124%).
O que entra na conta. O Gobierno Central: o Tesouro e os organismos e fundos do Gobierno Central Total (o mesmo perímetro do resultado fiscal). Não inclui as municipalidades nem as empresas públicas — a DIPRES não publica uma série longa de dívida do Gobierno General (que as somaria), diferente do Brasil, cuja Dívida Bruta do Governo Geral do Banco Central já soma estados e municípios.
Valor de face, não de mercado. O estoque é o capital a pagar no vencimento de cada título, convertido pelo câmbio de fim de período — não o preço que o papel valeria se fosse vendido hoje. É o mesmo critério do Tesouro americano e da Argentina.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 41,5% | −0,3 p.p. |
| 2024 | 41,8% | +2,4 p.p. |
| 2023 | 39,4% | +1,5 p.p. |
| 2022 | 37,9% | +1,5 p.p. |
| 2021 | 36,4% | +4,0 p.p. |
| 2020 | 32,4% | +4,1 p.p. |
| 2019 | 28,3% | +2,5 p.p. |
| 2018 | 25,8% | +2,1 p.p. |
| 2017 | 23,7% | +2,6 p.p. |
| 2016 | 21,1% | +3,7 p.p. |
| 2015 | 17,4% | +2,4 p.p. |
| 2014 | 15,0% | +2,2 p.p. |
| 2013 | 12,8% | +0,9 p.p. |
| 2012 | 11,9% | +0,8 p.p. |
| 2011 | 11,1% | +2,5 p.p. |
| 2010 | 8,6% | +2,8 p.p. |
| 2009 | 5,8% | +0,9 p.p. |
| 2008 | 4,9% | +1,0 p.p. |
| 2007 | 3,9% | −1,1 p.p. |
| 2006 | 5,0% | −2,0 p.p. |
| 2005 | 7,0% | −3,3 p.p. |
| 2004 | 10,3% | −2,3 p.p. |
| 2003 | 12,6% | −2,4 p.p. |
| 2002 | 15,0% | +0,7 p.p. |
| 2001 | 14,3% | +1,2 p.p. |
| 2000 | 13,1% | −0,2 p.p. |
| 1999 | 13,3% | +1,2 p.p. |
| 1998 | 12,1% | −0,7 p.p. |
| 1997 | 12,8% | −1,8 p.p. |
| 1996 | 14,6% | −2,7 p.p. |
| 1995 | 17,3% | −5,3 p.p. |
| 1994 | 22,6% | −5,3 p.p. |
| 1993 | 27,9% | −2,4 p.p. |
| 1992 | 30,3% | −6,7 p.p. |
| 1991 | 37,0% | −5,9 p.p. |
| 1990 | 42,9% | — |