A fatia da população urbana boliviana de 14 anos ou mais que está ocupada — a Tasa de Ocupación (TO) do INE.
A Tasa de Ocupación (TO) do INE: ocupados dividido pela população em idade de trabalhar (14 anos ou mais), na área urbana da Bolívia — o mesmo conceito do indicador equivalente do Brasil e dos Estados Unidos, chamado de "nível da ocupação" aqui por consistência entre países.
Por que ler ao lado da taxa de desocupação. A diferença está no denominador: a taxa de desocupação só olha quem está na força de trabalho (ocupados + quem procura), e quem desiste de procurar sai da conta. O nível da ocupação mantém essa pessoa no denominador — por isso não confunde "menos gente procurando" com "mais gente empregada".
A recuperação depois da pandemia. De 55,3% no 2º trimestre de 2020 (o fundo da série) para 71-75% em 2025-2026, acompanhando a mesma alta da taxa de participação.
De onde vem. A Encuesta Continua de Empleo (ECE) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE sobre o mercado de trabalho da Bolívia, à população de 14 anos ou mais (a mesma idade mínima da PNAD Contínua brasileira; no Chile e no México o corte é 15 anos, nos Estados Unidos 16). Cada boletim reporta o trimestre civil (janeiro-março, abril-junho…), não um trimestre móvel.
Só a área urbana. A ECE não cobre a Bolívia inteira: o próprio boletim do INE abre dizendo que reporta "el mercado laboral del área urbana de Bolivia". Não existe uma versão nacional (urbana + rural) publicada — todos os pontos desta série, do primeiro ao mais recente, usam o mesmo recorte urbano, sem mistura.
Informalidade altíssima. O INE só passou a publicar a tasa de ocupación informal em texto a partir da edição do 2º trimestre de 2026: 82,3% dos ocupados urbanos estavam no setor informal, sem contrato registrado nem previdência pelo próprio trabalho — praticamente igual ao mesmo trimestre de 2025 (também 82,3%) e mais alta entre mulheres (84,4%) e jovens (92,0%). É só um ponto, sem série histórica publicada, por isso não vira indicador aqui — mas é o contexto que falta em qualquer leitura só pela taxa de desocupação: desocupação baixa não é sinal de mercado de trabalho forte quando 8 em cada 10 ocupados estão fora da formalidade.
Revisão de base. O INE recalibra a ECE pela projeção populacional em vigor (Revisão 2020, depois Revisão 2025) e, a cada recalibragem, reescreve a série inteira — os números de um mesmo trimestre mudam entre uma edição e outra do boletim (ex.: a PEA do 1T-2023 saiu como 4.596 mil no boletim de abril/2023 e como 4.433 mil no boletim de abril/2026, já na base nova). Esta ingestão sempre usa a edição mais recente disponível de cada trimestre, a versão mais revisada.
| Período | Nível da ocupação | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 71,5% | −1,8 p.p. |
| 1º tri 2026 | 73,3% | −2,1 p.p. |
| 4º tri 2025 | 75,4% | +1,4 p.p. |
| 3º tri 2025 | 74,0% | +0,4 p.p. |
| 2º tri 2025 | 73,6% | +0,3 p.p. |
| 1º tri 2025 | 73,3% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2024 | 73,3% | +0,5 p.p. |
| 3º tri 2024 | 72,8% | +0,8 p.p. |
| 2º tri 2024 | 72,0% | 0,0 p.p. |
| 1º tri 2024 | 72,0% | +0,8 p.p. |
| 4º tri 2023 | 71,2% | +0,1 p.p. |
| 3º tri 2023 | 71,1% | +0,9 p.p. |
| 2º tri 2023 | 70,2% | +0,8 p.p. |
| 1º tri 2023 | 69,4% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2022 | 70,0% | −0,6 p.p. |
| 3º tri 2022 | 70,6% | +0,5 p.p. |
| 2º tri 2022 | 70,1% | +0,9 p.p. |
| 1º tri 2022 | 69,2% | −1,3 p.p. |
| 4º tri 2021 | 70,5% | +1,5 p.p. |
| 3º tri 2021 | 69,0% | +3,0 p.p. |
| 2º tri 2021 | 66,0% | +1,5 p.p. |
| 1º tri 2021 | 64,5% | +1,1 p.p. |
| 4º tri 2020 | 63,4% | +6,1 p.p. |
| 3º tri 2020 | 57,3% | +2,0 p.p. |
| 2º tri 2020 | 55,3% | −9,2 p.p. |
| 1º tri 2020 | 64,5% | −0,7 p.p. |
| 4º tri 2019 | 65,2% | −1,1 p.p. |
| 3º tri 2019 | 66,3% | +1,8 p.p. |
| 2º tri 2019 | 64,5% | +0,9 p.p. |
| 1º tri 2019 | 63,6% | +0,3 p.p. |
| 4º tri 2018 | 63,3% | −0,2 p.p. |
| 3º tri 2018 | 63,5% | +1,0 p.p. |
| 2º tri 2018 | 62,5% | +2,3 p.p. |
| 1º tri 2018 | 60,2% | −1,0 p.p. |
| 4º tri 2017 | 61,2% | +1,3 p.p. |
| 3º tri 2017 | 59,9% | +1,9 p.p. |
| 2º tri 2017 | 58,0% | +0,6 p.p. |
| 1º tri 2017 | 57,4% | −1,8 p.p. |
| 4º tri 2016 | 59,2% | 0,0 p.p. |
| 3º tri 2016 | 59,2% | +0,7 p.p. |
| 2º tri 2016 | 58,5% | +0,5 p.p. |
| 1º tri 2016 | 58,0% | −1,8 p.p. |
| 4º tri 2015 | 59,8% | — |