O resultado do governo nacional antes dos juros, somando os quatro trimestres encerrados em cada trimestre, medido contra o tamanho da economia.
Quanto o governo nacional argentino economizou (ou faltou) nos doze meses encerrados em cada trimestre, antes de pagar juros, em proporção ao PIB. É o número das metas fiscais acertadas com o FMI.
A série tem dois regimes. De 2015 a 2023, déficit primário todos os anos: perto de 0,4% do PIB em 2019, no fim do acordo com o FMI do governo Macri, e mais de 6% em 2020, com a pandemia. Em 2024, primeiro ano do governo Milei, a conta virou para um superávit de 1,8% do PIB, puxado por corte de gasto real — aposentadorias e salários corrigidos abaixo da inflação, obra pública e transferências às províncias quase paradas; em 2025, 1,4%.
Por que trimestral. O INDEC publica o PIB por trimestre, não por mês. Cada ponto divide o resultado de quatro trimestres pelo PIB nominal dos mesmos quatro trimestres: com a inflação argentina, dividir doze meses de resultado pelo PIB de outra janela erraria o número por muito. O mês fechado, em pesos, está em resultado primário do mês.
Primário e financeiro. Somando os juros da dívida chega-se ao resultado financeiro, que é a meta que o governo Milei anuncia ("déficit cero"). A distância entre as duas séries é a conta de juros.
O que entra na conta. O Setor Público Nacional: a administração central (o Tesouro), os organismos descentralizados, a previdência (ANSES), o PAMI, os fundos fiduciários e as empresas públicas nacionais. As províncias e os municípios ficam de fora — cada uma tem orçamento próprio e a soma delas não sai todo mês. É uma diferença grande em relação ao número do Brasil, que o Banco Central apura para o setor público inteiro.
Sem lucro do Banco Central na receita. Desde a metodologia de 2017 a Hacienda deixa fora da receita os lucros que o Banco Central (BCRA) transfere ao Tesouro e a renda dos ativos do fundo da previdência (FGS) aplicados em outros órgãos públicos. Antes disso, essas transferências engordavam o resultado sem que o governo arrecadasse um peso a mais. A série começa em 2015 porque é o primeiro ano que a Hacienda reconstruiu com a regra nova.
Base caixa: conta quando o dinheiro sai. Um pagamento adiado para o mês seguinte melhora o resultado do mês em que deixou de ser feito, e o juro de um título que capitaliza (as LECAP do Tesouro) só aparece quando o título vence e é pago. Os dois efeitos foram apontados nas críticas ao superávit de 2024; nenhum aparece nesta série.
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 1,16% | −0,25 p.p. |
| 1º tri 2026 | 1,41% | +0,03 p.p. |
| 4º tri 2025 | 1,38% | −0,20 p.p. |
| 3º tri 2025 | 1,58% | +0,05 p.p. |
| 2º tri 2025 | 1,53% | −0,12 p.p. |
| 1º tri 2025 | 1,65% | −0,13 p.p. |
| 4º tri 2024 | 1,78% | +0,31 p.p. |
| 3º tri 2024 | 1,47% | +0,48 p.p. |
| 2º tri 2024 | 0,99% | +1,21 p.p. |
| 1º tri 2024 | −0,22% | +2,44 p.p. |
| 4º tri 2023 | −2,66% | −0,37 p.p. |
| 3º tri 2023 | −2,29% | +0,06 p.p. |
| 2º tri 2023 | −2,35% | −0,15 p.p. |
| 1º tri 2023 | −2,19% | −0,19 p.p. |
| 4º tri 2022 | −2,00% | +0,45 p.p. |
| 3º tri 2022 | −2,46% | +0,08 p.p. |
| 2º tri 2022 | −2,54% | −0,42 p.p. |
| 1º tri 2022 | −2,12% | +0,00 p.p. |
| 4º tri 2021 | −2,12% | −0,68 p.p. |
| 3º tri 2021 | −1,44% | +1,55 p.p. |
| 2º tri 2021 | −2,99% | +2,53 p.p. |
| 1º tri 2021 | −5,52% | +0,92 p.p. |
| 4º tri 2020 | −6,43% | −0,85 p.p. |
| 3º tri 2020 | −5,58% | −1,38 p.p. |
| 2º tri 2020 | −4,21% | −3,09 p.p. |
| 1º tri 2020 | −1,12% | −0,67 p.p. |
| 4º tri 2019 | −0,44% | +0,40 p.p. |
| 3º tri 2019 | −0,84% | +0,31 p.p. |
| 2º tri 2019 | −1,15% | +0,71 p.p. |
| 1º tri 2019 | −1,86% | +0,44 p.p. |
| 4º tri 2018 | −2,30% | +0,19 p.p. |
| 3º tri 2018 | −2,49% | +0,45 p.p. |
| 2º tri 2018 | −2,94% | +0,49 p.p. |
| 1º tri 2018 | −3,44% | +0,36 p.p. |
| 4º tri 2017 | −3,79% | −0,22 p.p. |
| 3º tri 2017 | −3,57% | +0,45 p.p. |
| 2º tri 2017 | −4,02% | −0,17 p.p. |
| 1º tri 2017 | −3,86% | +0,32 p.p. |
| 4º tri 2016 | −4,18% | −0,29 p.p. |
| 3º tri 2016 | −3,88% | −0,38 p.p. |
| 2º tri 2016 | −3,50% | +0,05 p.p. |
| 1º tri 2016 | −3,55% | +0,22 p.p. |
| 4º tri 2015 | −3,77% | — |