Quantas pessoas estavam procurando trabalho sem encontrar nos 31 aglomerados urbanos da EPH, a cada trimestre.
O numerador da taxa de desocupação: o contingente de pessoas sem trabalho, disponíveis e procurando, nos 31 aglomerados urbanos da EPH.
Não é o total do país. O número conta só a população dos aglomerados — cerca de 30 milhões de pessoas. O INDEC publica à parte uma estimativa expandida para toda a população urbana, com premissas próprias; aqui fica o contingente medido diretamente pela pesquisa, que é o que a taxa usa.
Por que olhar o número absoluto. Uma taxa é uma razão, e razão se move pelos dois lados. Se a população ativa cresce mais rápido que a desocupação, a taxa cai com mais gente desempregada do que antes; se muita gente desiste de procurar, a taxa cai com o mesmo desemprego de sempre. O contingente não tem essa ambiguidade — ele conta pessoas.
Cuidado com a soma no tempo. Cada trimestre é uma fotografia, não um estoque acumulado: não são sempre as mesmas pessoas de um trimestre para o outro, e somar trimestres não dá "o total de desempregados do ano".
Só as cidades grandes. A EPH não é uma pesquisa do país inteiro: cobre os 31 aglomerados urbanos que o INDEC acompanha — as capitais das províncias e as maiores cidades, cerca de 30 milhões de pessoas, uns dois terços da população. Cidades pequenas e a zona rural ficam de fora. Quando o noticiário argentino diz "o desemprego no país", está falando deste recorte.
Cada ponto é um trimestre civil. O INDEC divulga a EPH uma vez por trimestre, uns 80 dias depois do fim dele — o 2º trimestre sai em setembro. A série não é dessazonalizada, e o primeiro trimestre costuma ter o desemprego mais alto do ano; a comparação que diz mais é com o mesmo trimestre do ano anterior.
Por que a série começa em 2016. A EPH contínua existe desde 2003, mas entre 2007 e 2015 o governo interveio no INDEC, e o próprio instituto pede que os dados desse período sejam considerados "com reservas" — as projeções de população por trás da expansão da amostra, por exemplo, estavam defasadas. Na emergência estatística de 2016 o 4º trimestre de 2015 e o 1º de 2016 não foram publicados. A série começa na primeira pesquisa depois da reconstrução, o 2º trimestre de 2016.
| Período | Desocupados | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 1,16 milhões | +1,7% |
| 1º tri 2026 | 1,15 milhões | +4,8% |
| 4º tri 2025 | 1,09 milhões | +14,1% |
| 3º tri 2025 | 958 mil | −12,2% |
| 2º tri 2025 | 1,09 milhões | −4,0% |
| 1º tri 2025 | 1,14 milhões | +21,2% |
| 4º tri 2024 | 937 mil | −5,7% |
| 3º tri 2024 | 994 mil | −8,6% |
| 2º tri 2024 | 1,09 milhões | 0,0% |
| 1º tri 2024 | 1,09 milhões | +32,4% |
| 4º tri 2023 | 822 mil | +1,0% |
| 3º tri 2023 | 814 mil | −6,7% |
| 2º tri 2023 | 872 mil | −10,5% |
| 1º tri 2023 | 974 mil | +11,3% |
| 4º tri 2022 | 875 mil | −11,5% |
| 3º tri 2022 | 989 mil | +3,3% |
| 2º tri 2022 | 957 mil | +1,5% |
| 1º tri 2022 | 943 mil | −0,4% |
| 4º tri 2021 | 947 mil | −14,9% |
| 3º tri 2021 | 1,11 milhões | −12,6% |
| 2º tri 2021 | 1,27 milhões | −6,1% |
| 1º tri 2021 | 1,36 milhões | −4,4% |
| 4º tri 2020 | 1,42 milhões | +0,2% |
| 3º tri 2020 | 1,42 milhões | −1,5% |
| 2º tri 2020 | 1,44 milhões | +3,1% |
| 1º tri 2020 | 1,39 milhões | +16,6% |
| 4º tri 2019 | 1,20 milhões | −7,1% |
| 3º tri 2019 | 1,29 milhões | −10,5% |
| 2º tri 2019 | 1,44 milhões | +7,5% |
| 1º tri 2019 | 1,34 milhões | +12,9% |
| 4º tri 2018 | 1,19 milhões | +1,5% |
| 3º tri 2018 | 1,17 milhões | −5,7% |
| 2º tri 2018 | 1,24 milhões | +4,7% |
| 1º tri 2018 | 1,18 milhões | +27,8% |
| 4º tri 2017 | 926 mil | −12,5% |
| 3º tri 2017 | 1,06 milhões | −2,8% |
| 2º tri 2017 | 1,09 milhões | −5,3% |
| 1º tri 2017 | 1,15 milhões | +22,6% |
| 4º tri 2016 | 937 mil | −12,3% |
| 3º tri 2016 | 1,07 milhões | −8,2% |
| 2º tri 2016 | 1,17 milhões | — |