Mortes por causa externa cuja intenção não foi determinada: 2.039 em 2023, seis vezes os homicídios.
Mortes por causa externa em que a perícia não conseguiu determinar se foi acidente, suicídio ou agressão (CID-10 Y10-Y34, mais Y87.2) — a mesma categoria da mortes violentas por causa indeterminada do Atlas da Violência brasileiro.
Foram 2.039 em 2023, seis vezes os homicídios do mesmo ano — um volume que pesa na leitura de qualquer coisa que envolva intenção: uma fração desconhecida destas mortes é homicídio ou suicídio não reconhecido como tal. A série (2011-2023) varia bastante ano a ano, de 1.314 a 2.297, sem um padrão claro.
O número vem da declaração de óbito, como o SIM no Brasil e a declaração de óbito americana: o Destatis (o instituto de estatística alemão) classifica a causa da morte pela CID-10 e transmite o dado para a Organização Mundial da Saúde e para o Eurostat, a estatística comum da União Europeia. Os dois publicam o mesmo número; usamos o Eurostat quando ele tem o recorte (fecha o ano mais cedo) e a base bruta da OMS quando só ela separa o meio (arma de fogo) ou a intervenção legal.
| Período | Causa indeterminada | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 2.039 | −7,4% |
| 2022 | 2.201 | +19,4% |
| 2021 | 1.844 | −19,7% |
| 2020 | 2.297 | +1,9% |
| 2019 | 2.254 | +18,3% |
| 2018 | 1.906 | +4,3% |
| 2017 | 1.827 | +26,6% |
| 2016 | 1.443 | +8,0% |
| 2015 | 1.336 | +1,7% |
| 2014 | 1.314 | −19,6% |
| 2013 | 1.634 | −7,6% |
| 2012 | 1.769 | −9,8% |
| 2011 | 1.961 | — |