Quem é
Omar José Abdel Aziz, conhecido como Omar Aziz, é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Nasceu em 13 de agosto de 1958, em Garça (SP), e vive em Manaus desde 1971. Foi governador do Amazonas de 2010 a 2014 e é senador pelo estado desde 2015, com mandato até janeiro de 2031. Em 2021, presidiu a CPI da Pandemia no Senado. Na eleição de 4 de outubro de 2026, é candidato ao governo do Amazonas, sem deixar o mandato de senador.
Candidatura ao governo do Amazonas em 2026
- Partido: PSD.
- Número na urna: 55.
- Vice: Alessandra Campelo (PSD), deputada estadual.
- Coligação: Força Amazonas (Republicanos, MDB, PSD e Federação Brasil da Esperança, de PT, PCdoB e PV).
- Registro: deferido pelo TSE.
A chapa foi oficializada em convenção em 25 de julho de 2026, em Manaus, com a presença do senador Eduardo Braga (MDB), de quem Omar foi vice-governador. Ali, Omar prometeu zerar em cem dias a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), com mais de 159 mil pessoas à espera de consultas e procedimentos. Segundo a CNN Brasil, as propostas incluem um plano estadual de educação de dez anos, ampliação da estrutura regional de saúde, reestruturação de delegacias e quartéis, crédito para micro e pequenas empresas e um aeroporto em Codajás.
Apoio na eleição presidencial
Em 1º de agosto de 2026, na convenção da Federação Brasil da Esperança em Manaus, Omar declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "Meu candidato é o Lula. [...] Temos que ajudar quem ajuda os amazonenses". Em 26 de julho, a convenção nacional do PSD havia lançado Ronaldo Caiado à Presidência.
Pesquisas
Na Quaest de 20 a 23 de setembro de 2026 (registro AM-1856/2026), Omar tinha 29% das intenções de voto; Professora Maria do Carmo (PL), 19%; Roberto Cidade (União), 18%; e David Almeida (Avante), 11%. Na Quaest de 2 e 3 de outubro (registro AM-04805/2026), Omar tinha 40% dos votos válidos; Maria do Carmo, 25%; Roberto Cidade, 24%; e David Almeida, 11%.
Trajetória política
Filho de pai palestino e mãe brasileira, Omar é o mais velho de seis irmãos. A família morou no Peru a partir de 1966 e chegou a Manaus em 1971. Formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ele atuou no movimento estudantil e militou no PCdoB.
Tomou posse como vereador de Manaus em 1989, foi reeleito em 1992 e presidiu a Câmara Municipal. Em 1994, foi o deputado estadual mais votado do Amazonas. Em 1996, elegeu-se vice-prefeito de Manaus na chapa de Alfredo Nascimento, e os dois foram reeleitos em 2000. Em 2001, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do estado.
Em 2002, foi eleito vice-governador na chapa de Eduardo Braga e, em 2006, reeleito pelo PMN. Em 2008, disputou a Prefeitura de Manaus e ficou em terceiro lugar. Em 31 de março de 2010, assumiu o governo quando Braga renunciou para disputar o Senado e, em outubro, foi eleito governador no primeiro turno, com 943.955 votos (63,86%). Em 2011, participou da fundação do PSD.
Em 4 de abril de 2014, renunciou ao governo para concorrer ao Senado, e o vice José Melo assumiu. Foi eleito senador com 933.996 votos (58,51% dos válidos). Em 2018, disputou o governo e ficou em quarto lugar, com 142.804 votos. Em 2022, foi reeleito senador com 784.007 votos (41,42% dos válidos).
Cargos e mandatos
| Cargo | Período |
|---|---|
| Vereador de Manaus | 1989–1995 |
| Deputado estadual do Amazonas | 1995–1996 |
| Vice-prefeito de Manaus | 1997–2002 |
| Vice-governador do Amazonas | 2003–2010 |
| Governador do Amazonas | 2010–2014 |
| Senador pelo Amazonas | 2015–2023 |
| Senador pelo Amazonas | 2023–2031 (mandato em curso) |
Atuação no Senado e CPI da Pandemia
Omar foi líder do PSD no Senado de 2015 a 2019 e voltou à liderança do partido em outubro de 2024. Presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos (2019–2021), a Comissão de Segurança Pública (2021–2023) e a CPI da Braskem, instalada em dezembro de 2023.
Entre abril e outubro de 2021, presidiu a CPI da Pandemia, que investigou a atuação do governo de Jair Bolsonaro na covid-19. Durante os trabalhos, mandou prender o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias por suspeita de falso testemunho. Em 26 de outubro de 2021, a comissão aprovou, por 7 votos a 4, o relatório final de Renan Calheiros (MDB-AL), com 80 pedidos de indiciamento, entre eles o de Bolsonaro por nove crimes.
Em 2025, indicado pelo governo para presidir a CPMI do INSS, perdeu a eleição para Carlos Viana por 17 votos a 14. Em 2026, relatou na CCJ do Senado a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1; manteve o texto da Câmara, e a CCJ aprovou o parecer em 2 de setembro.
Posições e votações
Em 2016, Omar votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e da PEC do Teto dos Gastos; em 2017, a favor da reforma trabalhista. Em 2019, votou contra o decreto de Bolsonaro que flexibilizava porte e posse de armas. Em janeiro de 2023, condenou os ataques às sedes dos Três Poderes e responsabilizou Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, cobrou do Senado posição sobre o que chamou de genocídio de palestinos em Gaza.
Polêmicas e processos
Operação Maus Caminhos e Operação Vertex
A Operação Maus Caminhos, deflagrada em 2016, apura desvios de verbas da saúde do Amazonas por meio de contratos do governo estadual com o Instituto Novos Caminhos. Em 3 de julho de 2019, a 2ª Vara Federal do Amazonas decretou o bloqueio de bens de Omar, da mulher dele, Nejmi Aziz, de irmãos, filhos e empresas da família. Em 19 de julho de 2019, a quinta fase, chamada Operação Vertex, prendeu temporariamente Nejmi e três irmãos de Omar (Amin, Murad e Manssur Aziz), sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Omar foi alvo de busca e apreensão e de medidas cautelares, sem prisão decretada.
Em abril de 2021, a CNN Brasil informou que um relatório da PF de 2019 apontava "indícios robustos" da atuação de Omar na organização investigada; a assessoria do senador respondeu que não havia nos autos "nenhuma prova ou até mesmo indício" de ligação dele com atividade criminosa.
Em fevereiro de 2024, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) declarou a Justiça Federal incompetente para a Maus Caminhos e seus desdobramentos, incluindo a Vertex, e mandou os processos à Justiça estadual. Em setembro de 2025, a 2ª Turma do STF confirmou esse entendimento, e em 1º de novembro de 2025 o TRF1 enviou ao Tribunal de Justiça do Amazonas a apelação da família contra o bloqueio de bens, sem julgar o mérito. Omar não foi denunciado nem se tornou réu no caso; ele afirma que o inquérito que o envolvia foi arquivado por falta de provas.
Inquérito da Ponte Rio Negro
Em 2018, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o Inquérito 4429, aberto em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar supostos pagamentos indevidos a Eduardo Braga e Omar Aziz, quando governadores, a favor do consórcio da Camargo Corrêa e da Construbase na obra da Ponte Rio Negro. Segundo o relator, depois de 15 meses de investigação não havia "nenhum indício de fato típico praticado pelos investigados".
Vida pessoal e patrimônio
Omar é casado com Nejmi Aziz, ex-primeira-dama do Amazonas, com quem tem três filhos: Emjen, Enzo e Johara. Ao TSE, declarou em 2026 patrimônio de R$ 2.070.608, composto por uma casa (R$ 670,1 mil), lotes de terra (R$ 320 mil) e aplicações financeiras e fundos de investimento.
Patrimônio declarado
O que Omar Aziz declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura: bens pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.
- Declarado em 2026
- R$ 2,1 mi
- 5 bens, entregue em 18/09/2026
- Desde 2022
- +109,1%
- inflação no período: +19,5% — acima dela
- Entre os 7 presidenciáveis
- 3º maior
- mediana: R$ 1,7 mi
A cada eleição
- declarado
- corrigido pelo IPCA até 2026
- 2014Senador, AM (PSD), eleitoR$ 1,7 miR$ 3,2 mi
- 2018Governador, AM (PSD), não eleitoR$ 1,6 miR$ 2,4 mi
- 2022Senador, AM (PSD), eleitoR$ 990 milR$ 1,2 mi
- 2026Governador, AM (PSD), em disputaR$ 2,1 mi
De que é feito, em 2026
- Aplicações e fundos (52%)R$ 1,1 mi
- Imóveis (48%)R$ 990 mil
Maiores bens
- Fundo de investimento - renda fixaAplicações e fundosR$ 993.654
- CasaImóveisR$ 670.133
- Lotes de terraImóveisR$ 320.000
- Aplicação financeiraAplicações e fundosR$ 86.695
- Aplicação financeiraAplicações e fundosR$ 126
Fonte: Bens de candidato, TSE — a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026.
Trajetória da candidatura
Cada etapa da candidatura de Omar Aziz, com a data em que aconteceu e o documento ou a reportagem que a registra.
Governo do Amazonas 2026 (PSD)
21 de agosto
Registro deferidoA Justiça Eleitoral julgou e deferiu o registro.
TSE — DivulgaCandContas, ficha do candidato (Omar Jose Abdelaziz)
