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Omar Aziz

Omar Aziz é engenheiro civil e político do PSD, senador pelo Amazonas desde 2015 e ex-governador do estado (2010–2014). Presidiu a CPI da Pandemia no Senado em 2021. Na eleição de 4 de outubro de 2026, é candidato ao governo do Amazonas com o número 55, na coligação Força Amazonas, tendo Alessandra Campelo (PSD) como vice, sem deixar o mandato de senador.

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Quem é

Omar José Abdel Aziz, conhecido como Omar Aziz, é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Nasceu em 13 de agosto de 1958, em Garça (SP), e vive em Manaus desde 1971. Foi governador do Amazonas de 2010 a 2014 e é senador pelo estado desde 2015, com mandato até janeiro de 2031. Em 2021, presidiu a CPI da Pandemia no Senado. Na eleição de 4 de outubro de 2026, é candidato ao governo do Amazonas, sem deixar o mandato de senador.

Candidatura ao governo do Amazonas em 2026

  • Partido: PSD.
  • Número na urna: 55.
  • Vice: Alessandra Campelo (PSD), deputada estadual.
  • Coligação: Força Amazonas (Republicanos, MDB, PSD e Federação Brasil da Esperança, de PT, PCdoB e PV).
  • Registro: deferido pelo TSE.

A chapa foi oficializada em convenção em 25 de julho de 2026, em Manaus, com a presença do senador Eduardo Braga (MDB), de quem Omar foi vice-governador. Ali, Omar prometeu zerar em cem dias a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), com mais de 159 mil pessoas à espera de consultas e procedimentos. Segundo a CNN Brasil, as propostas incluem um plano estadual de educação de dez anos, ampliação da estrutura regional de saúde, reestruturação de delegacias e quartéis, crédito para micro e pequenas empresas e um aeroporto em Codajás.

Apoio na eleição presidencial

Em 1º de agosto de 2026, na convenção da Federação Brasil da Esperança em Manaus, Omar declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "Meu candidato é o Lula. [...] Temos que ajudar quem ajuda os amazonenses". Em 26 de julho, a convenção nacional do PSD havia lançado Ronaldo Caiado à Presidência.

Pesquisas

Na Quaest de 20 a 23 de setembro de 2026 (registro AM-1856/2026), Omar tinha 29% das intenções de voto; Professora Maria do Carmo (PL), 19%; Roberto Cidade (União), 18%; e David Almeida (Avante), 11%. Na Quaest de 2 e 3 de outubro (registro AM-04805/2026), Omar tinha 40% dos votos válidos; Maria do Carmo, 25%; Roberto Cidade, 24%; e David Almeida, 11%.

Trajetória política

Filho de pai palestino e mãe brasileira, Omar é o mais velho de seis irmãos. A família morou no Peru a partir de 1966 e chegou a Manaus em 1971. Formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ele atuou no movimento estudantil e militou no PCdoB.

Tomou posse como vereador de Manaus em 1989, foi reeleito em 1992 e presidiu a Câmara Municipal. Em 1994, foi o deputado estadual mais votado do Amazonas. Em 1996, elegeu-se vice-prefeito de Manaus na chapa de Alfredo Nascimento, e os dois foram reeleitos em 2000. Em 2001, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do estado.

Em 2002, foi eleito vice-governador na chapa de Eduardo Braga e, em 2006, reeleito pelo PMN. Em 2008, disputou a Prefeitura de Manaus e ficou em terceiro lugar. Em 31 de março de 2010, assumiu o governo quando Braga renunciou para disputar o Senado e, em outubro, foi eleito governador no primeiro turno, com 943.955 votos (63,86%). Em 2011, participou da fundação do PSD.

Em 4 de abril de 2014, renunciou ao governo para concorrer ao Senado, e o vice José Melo assumiu. Foi eleito senador com 933.996 votos (58,51% dos válidos). Em 2018, disputou o governo e ficou em quarto lugar, com 142.804 votos. Em 2022, foi reeleito senador com 784.007 votos (41,42% dos válidos).

Cargos e mandatos

CargoPeríodo
Vereador de Manaus1989–1995
Deputado estadual do Amazonas1995–1996
Vice-prefeito de Manaus1997–2002
Vice-governador do Amazonas2003–2010
Governador do Amazonas2010–2014
Senador pelo Amazonas2015–2023
Senador pelo Amazonas2023–2031 (mandato em curso)

Atuação no Senado e CPI da Pandemia

Omar foi líder do PSD no Senado de 2015 a 2019 e voltou à liderança do partido em outubro de 2024. Presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos (2019–2021), a Comissão de Segurança Pública (2021–2023) e a CPI da Braskem, instalada em dezembro de 2023.

Entre abril e outubro de 2021, presidiu a CPI da Pandemia, que investigou a atuação do governo de Jair Bolsonaro na covid-19. Durante os trabalhos, mandou prender o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias por suspeita de falso testemunho. Em 26 de outubro de 2021, a comissão aprovou, por 7 votos a 4, o relatório final de Renan Calheiros (MDB-AL), com 80 pedidos de indiciamento, entre eles o de Bolsonaro por nove crimes.

Em 2025, indicado pelo governo para presidir a CPMI do INSS, perdeu a eleição para Carlos Viana por 17 votos a 14. Em 2026, relatou na CCJ do Senado a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1; manteve o texto da Câmara, e a CCJ aprovou o parecer em 2 de setembro.

Posições e votações

Em 2016, Omar votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e da PEC do Teto dos Gastos; em 2017, a favor da reforma trabalhista. Em 2019, votou contra o decreto de Bolsonaro que flexibilizava porte e posse de armas. Em janeiro de 2023, condenou os ataques às sedes dos Três Poderes e responsabilizou Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, cobrou do Senado posição sobre o que chamou de genocídio de palestinos em Gaza.

Polêmicas e processos

Operação Maus Caminhos e Operação Vertex

A Operação Maus Caminhos, deflagrada em 2016, apura desvios de verbas da saúde do Amazonas por meio de contratos do governo estadual com o Instituto Novos Caminhos. Em 3 de julho de 2019, a 2ª Vara Federal do Amazonas decretou o bloqueio de bens de Omar, da mulher dele, Nejmi Aziz, de irmãos, filhos e empresas da família. Em 19 de julho de 2019, a quinta fase, chamada Operação Vertex, prendeu temporariamente Nejmi e três irmãos de Omar (Amin, Murad e Manssur Aziz), sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Omar foi alvo de busca e apreensão e de medidas cautelares, sem prisão decretada.

Em abril de 2021, a CNN Brasil informou que um relatório da PF de 2019 apontava "indícios robustos" da atuação de Omar na organização investigada; a assessoria do senador respondeu que não havia nos autos "nenhuma prova ou até mesmo indício" de ligação dele com atividade criminosa.

Em fevereiro de 2024, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) declarou a Justiça Federal incompetente para a Maus Caminhos e seus desdobramentos, incluindo a Vertex, e mandou os processos à Justiça estadual. Em setembro de 2025, a 2ª Turma do STF confirmou esse entendimento, e em 1º de novembro de 2025 o TRF1 enviou ao Tribunal de Justiça do Amazonas a apelação da família contra o bloqueio de bens, sem julgar o mérito. Omar não foi denunciado nem se tornou réu no caso; ele afirma que o inquérito que o envolvia foi arquivado por falta de provas.

Inquérito da Ponte Rio Negro

Em 2018, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o Inquérito 4429, aberto em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar supostos pagamentos indevidos a Eduardo Braga e Omar Aziz, quando governadores, a favor do consórcio da Camargo Corrêa e da Construbase na obra da Ponte Rio Negro. Segundo o relator, depois de 15 meses de investigação não havia "nenhum indício de fato típico praticado pelos investigados".

Vida pessoal e patrimônio

Omar é casado com Nejmi Aziz, ex-primeira-dama do Amazonas, com quem tem três filhos: Emjen, Enzo e Johara. Ao TSE, declarou em 2026 patrimônio de R$ 2.070.608, composto por uma casa (R$ 670,1 mil), lotes de terra (R$ 320 mil) e aplicações financeiras e fundos de investimento.

Patrimônio declarado

O que Omar Aziz declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura: bens pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.

Declarado em 2026
R$ 2,1 mi
5 bens, entregue em 18/09/2026
Desde 2022
+109,1%
inflação no período: +19,5% — acima dela
Entre os 7 presidenciáveis
3º maior
mediana: R$ 1,7 mi

A cada eleição

  • declarado
  • corrigido pelo IPCA até 2026
  1. 2014
    Senador, AM (PSD), eleito
    R$ 1,7 mi
    R$ 3,2 mi
  2. 2018
    Governador, AM (PSD), não eleito
    R$ 1,6 mi
    R$ 2,4 mi
  3. 2022
    Senador, AM (PSD), eleito
    R$ 990 mil
    R$ 1,2 mi
  4. 2026
    Governador, AM (PSD), em disputa
    R$ 2,1 mi

De que é feito, em 2026

  • Aplicações e fundos (52%)R$ 1,1 mi
  • Imóveis (48%)R$ 990 mil

Maiores bens

  • Fundo de investimento - renda fixaAplicações e fundosR$ 993.654
  • CasaImóveisR$ 670.133
  • Lotes de terraImóveisR$ 320.000
  • Aplicação financeiraAplicações e fundosR$ 86.695
  • Aplicação financeiraAplicações e fundosR$ 126

Fonte: Bens de candidato, TSE — a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026.

Trajetória da candidatura

Cada etapa da candidatura de Omar Aziz, com a data em que aconteceu e o documento ou a reportagem que a registra.

Governo do Amazonas 2026 (PSD)

  1. 21 de agosto

    Registro deferido

    A Justiça Eleitoral julgou e deferiu o registro.

    TSE — DivulgaCandContas, ficha do candidato (Omar Jose Abdelaziz)

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