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Transporte público em Cuba atinge mínima histórica por falta de combustível

Restrições de importação impostas pelos EUA provocam colapso no sistema de transporte cubano, com queda drástica na oferta de viagens e cargas.

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Foto: InfoMoney
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22/10 às 10:33

Pontos principais

  • O transporte público cubano enfrenta seu nível mais baixo devido ao bloqueio de combustível imposto pelos EUA desde janeiro.
  • A previsão é de uma redução de 75% no número de passageiros transportados em comparação ao ano anterior.
  • Viagens de ônibus entre Havana e províncias caíram de 419 para apenas 11 por dia.
  • O transporte doméstico de cargas deve recuar para 20 milhões de toneladas, um terço do volume registrado em 2024.
  • Veículos elétricos já compõem 15% da frota nacional como alternativa à escassez de combustíveis fósseis.

O sistema de transporte público em Cuba atingiu um colapso sem precedentes, impulsionado por severas restrições à importação de combustíveis impostas pelos Estados Unidos desde o final de janeiro. Segundo o ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez Dávila, a crise resultou em uma queda drástica na oferta de serviços, com a expectativa de que o volume de passageiros transportados caia 75% ao longo deste ano. A operação de ônibus intermunicipais foi severamente afetada, reduzindo drasticamente a conectividade entre a capital e as províncias do país.

Além do impacto no transporte de passageiros, a logística de cargas domésticas também sofreu um retrocesso significativo, com projeções indicando um volume inferior a um terço do registrado no ano passado. Enquanto o governo cubano busca mitigar os efeitos da escassez incentivando a adoção de veículos elétricos, que já representam 15% da frota nacional, a disputa diplomática permanece. Os Estados Unidos justificam as medidas como pressão política, enquanto Cuba e a ONU classificam o bloqueio como uma ação ilegal.

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