Manifestantes retomam protestos por moradia em Lisboa e no Porto
Ativistas ocupam praças em Portugal contra a crise imobiliária após ações policiais que resultaram em 55 detenções nas últimas semanas.
Pontos principais
- Manifestantes voltaram a ocupar centros urbanos em Lisboa e no Porto.
- A polícia realizou despejos anteriores que levaram à detenção de 55 pessoas.
- O movimento exige a retirada de um projeto de lei que facilita despejos e remove limites de aluguel.
- A cantora Ana Moura manifestou apoio público aos ativistas durante os atos.
- Autoridades classificaram as operações como proporcionais, enquanto ativistas denunciam agressividade.
Manifestantes voltaram a ocupar praças centrais em Lisboa e no Porto para protestar contra a grave crise imobiliária que afeta Portugal. O movimento intensificou a pressão após operações policiais recentes, que resultaram na remoção de acampamentos e na detenção de 55 pessoas, as quais aguardam audiências judiciais. A mobilização busca barrar um projeto de lei que, segundo os ativistas, facilita despejos e retira limites sobre os valores dos aluguéis no país.
Durante os atos, que contaram com o apoio da cantora Ana Moura, o clima de tensão permaneceu elevado. Enquanto a polícia defendeu que as ações de desocupação foram conduzidas de forma calma e proporcional, os manifestantes descreveram a atuação das forças de segurança como agressiva. O grupo promete manter a mobilização nas ruas até que as demandas por políticas habitacionais mais acessíveis sejam atendidas pelo governo.
