Milhares protestam em Portugal contra crise habitacional
Milhares de pessoas foram às ruas em Lisboa e outras 15 cidades portuguesas para protestar contra a crise habitacional, exigindo soluções para os altos preços dos imóveis e baixos salários.
Pontos principais
- Milhares de manifestantes protestaram em Lisboa, Porto, Braga e Coimbra contra a crise habitacional.
- Os protestos, organizados pela plataforma "Casa para Viver", denunciam a especulação financeira e o impacto do turismo no mercado imobiliário.
- Lisboa é a cidade da União Europeia onde os habitantes comprometem a maior parte do orçamento com moradia, chegando a 116% do salário médio local.
- Os manifestantes exigem menos aluguel e mais salário, criticando a dificuldade de escolher entre moradia e alimentação.
- As manifestações ocorrem após o governo português aprovar um novo pacote de medidas para o setor, incluindo alterações na lei do arrendamento para facilitar despejos.
Milhares de pessoas saíram às ruas em Lisboa e outras 15 cidades portuguesas, incluindo Porto, Braga e Coimbra, para protestar contra a crise habitacional que afeta o país. Organizados pela plataforma "Casa para Viver" e cerca de 80 organizações, os manifestantes denunciam a especulação financeira e o impacto do turismo no mercado imobiliário, que resultam em altos preços de aluguéis e imóveis.
Os protestos ocorrem após o governo português aprovar um novo pacote de medidas para o setor, que inclui alterações na lei do arrendamento para facilitar despejos. A plataforma "Casa para Viver" classificou as novas regras como "irresponsáveis", argumentando que acelerar despejos aumentará a vulnerabilidade social. Os movimentos sociais propõem a regulação dos preços dos aluguéis, aumento da oferta de habitação pública e diminuição de alojamentos turísticos como soluções para a crise.
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