Fundos de pensão reduzem ações e concentram 86% do capital em renda fixa
Levantamento da Abrapp aponta que alocação de fundos de pensão em ações caiu para 4,7%, enquanto a renda fixa atinge nível recorde de 86% dos ativos.
Pontos principais
- A alocação em ações encolheu de 34% em 2013 para 4,7% em 2026.
- Renda fixa atingiu concentração recorde de 86% dos ativos das entidades.
- Entidades planejam aumentar ainda mais a exposição à renda fixa.
- Investimentos no exterior estão presentes em 84% das políticas das entidades.
- Imóveis e FIPs são as classes com maior intenção de redução de alocação.
Os fundos de pensão brasileiros consolidaram uma mudança drástica em suas estratégias de alocação, reduzindo a exposição em ações de 34% para apenas 4,7% entre 2013 e 2026. Segundo o estudo Raio-X de Investimentos, realizado pela Itajubá Investimentos em parceria com a Abrapp, a renda fixa tornou-se o pilar central das carteiras, alcançando uma concentração recorde de 86% dos ativos ao final de 2025.
Apesar da alta exposição atual, as entidades indicam que pretendem ampliar ainda mais a alocação em renda fixa nos próximos meses. Em contrapartida, o setor demonstra um movimento de diversificação internacional, com 84% das políticas de investimento já prevendo exposição ao exterior, enquanto ativos como imóveis e Fundos de Investimento em Participações (FIPs) enfrentam as maiores perspectivas de desinvestimento por parte dos gestores.
