Os fundos de pensão brasileiros encerraram o ano de 2025 com um perfil de alocação predominantemente conservador, mantendo 85,2% de seus R$ 1,374 trilhão sob gestão em renda fixa. Segundo dados da Abrapp, essa concentração atingiu um patamar recorde, enquanto a exposição à renda variável recuou para a mínima histórica de 7,6%. A estratégia reflete uma postura defensiva das entidades fechadas de previdência complementar frente às incertezas do cenário econômico. Apesar da cautela, o setor começa a ensaiar um movimento lento de diversificação, avaliando o retorno gradual a ativos de maior risco para buscar melhores retornos no longo prazo. A transição, contudo, segue sendo conduzida de forma prudente, priorizando a segurança dos benefícios previdenciários diante das oscilações de mercado.
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