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Bolsas europeias sobem com balanços, mas Carrefour cai 14% na França

Mercados europeus avançam com balanços, enquanto o Carrefour cai após rebaixar metas para 2026 devido à deterioração da situação social e de segurança na França.

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Foto: Times Brasil
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21/10 às 08:15, atualizado 15:32

Pontos principais

  • O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou alta de 0,48% nesta quarta-feira.
  • Ações da EssilorLuxottica subiram até 16% após vendas de óculos inteligentes superarem expectativas.
  • As ações do Carrefour recuaram cerca de 14% após a empresa rebaixar suas metas para 2026.
  • Segundo o Carrefour, a situação social e de segurança na França reduziu a frequência em lojas urbanas, reduziu horários de funcionamento por causa de toques de recolher e elevou os custos de segurança e logística.
  • A Carrefour prevê expansão de 0 a 15 pontos-base na margem operacional de 2026, ante 25 pontos-base antes; o resultado operacional corrente segue em alta.
  • O lucro líquido ajustado por ação deve ficar estável ou crescer levemente, ante alta no topo da faixa de um dígito, e o fluxo de caixa livre líquido deve recuar levemente, ante leve alta.
  • O capex de 2026 cai para € 1,6 bilhão, ante € 1,7 bilhão, com corte de investimentos na França.
  • Nas vendas do terceiro trimestre, de € 22,7 bilhões, o crescimento em mesmas lojas foi de 2,3%; na França, de 1,2%, com alimentos em +1,6% e não alimentos em -2,2%.
  • A inflação anual do Reino Unido acelerou para 3,5%, pressionando o Banco da Inglaterra por alta de juros.
  • Iberdrola e Randstad registraram ganhos significativos após reportarem resultados financeiros positivos.

As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, sustentadas por um fluxo positivo de balanços corporativos e pela recuperação do setor de tecnologia. A EssilorLuxottica destacou-se com uma valorização de até 16%, impulsionada pela demanda por óculos inteligentes, enquanto a Iberdrola e a Randstad também apresentaram resultados que animaram os investidores. O otimismo setorial, contudo, foi parcialmente contido pela aceleração da inflação no Reino Unido, que atingiu 3,5% e elevou as expectativas de um aperto monetário pelo Banco da Inglaterra.

Em contrapartida, o varejo enfrentou turbulências, com queda de cerca de 14% nas ações do Carrefour. A empresa rebaixou suas metas de 2026 e atribui a revisão à deterioração da situação social e de segurança na França. Segundo o grupo, a dinâmica de consumo já se deteriora no país, pesada pela alta dos preços de energia, e a estratégia permanece inalterada. Não há estimativa em euros do impacto.

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