Vale busca expandir produção de cobre enquanto enfrenta pressão técnica
A Vale Base Metals tem como plano base 700 mil toneladas anuais de cobre até 2035, quase o dobro da produção de 2025.
Pontos principais
- A meta foi apresentada no VBM Day, em 31 de março de 2026, como plano base da subsidiária de cobre e níquel.
- Acima de 700 mil toneladas, a companhia fala em aspiração tecnicamente crível, mas não em orientação oficial (guidance).
- A produção de 2025 foi de 382 mil toneladas, no topo da faixa de guidance; a de 2026 tem faixa de 350 mil a 380 mil, com parada de 110 dias no Sossego.
- O Bacaba, em Carajás, no Pará, tem licença de construção concedida, 23% de avanço físico e capex reduzido em mais da metade frente ao estudo original.
- A expansão da CPF no Salobo, somada à frota e a caminhões autônomos, deve gerar cerca de 30 mil toneladas anuais de cobre a mais.
- O Alemão prevê 80 mil toneladas de cobre e 140 mil onças de ouro por ano, com capex otimizado em cerca de US$ 500 milhões.
- A licença prévia do Alemão foi pedida em outubro de 2025.
- No níquel, a meta é de 210 mil a 250 mil toneladas até 2030.
- Ações da Vale (VALE3) entraram em zona de sobrevenda técnica com IFR de 29,52.
- Resultados do terceiro trimestre serão divulgados em 29 de outubro.
- XP mantém recomendação neutra para o papel, enquanto BTG Pactual recomenda compra.
A meta de 700 mil toneladas aparece como plano base da Vale Base Metals, subsidiária de cobre e níquel da Vale, e foi apresentada no VBM Day, em 31 de março de 2026. A companhia produziu 382 mil toneladas de cobre em 2025, no topo da faixa de orientação, e prevê entre 350 mil e 380 mil em 2026 por causa de paradas programadas. Acima dessa marca, afirma que a aspiração é tecnicamente crível, mas diz que não se trata de orientação oficial.
Os projetos do plano estão no Brasil e no Canadá. Em Carajás, no Pará, o Bacaba está em execução, com licença de construção concedida, 23% de avanço físico e capex reduzido em mais da metade frente ao estudo original. A expansão da CPF no Salobo, somada à frota e a caminhões autônomos, deve gerar cerca de 30 mil toneladas anuais a mais. O Alemão prevê 80 mil toneladas de cobre e 140 mil onças de ouro por ano, e sua licença prévia foi pedida em outubro de 2025. No níquel, a meta é de 210 mil a 250 mil toneladas até 2030.
As ações VALE3 operam em região de sobrevenda técnica, após queda de 5,50% em 2026. O balanço do terceiro trimestre sai em 29 de outubro, e o Itaú BBA projeta retração de 14% no Ebitda proforma. A XP mantém recomendação neutra e o BTG Pactual, de compra.
