Qualcomm fará demissões globais em novembro após avaliações de desempenho
Segundo memorando do CEO Cristiano Amon, a americana Qualcomm fará cortes de pessoal em todo o mundo a partir de novembro, após avaliações anuais de desempenho, sem informar o número de cargos.
Pontos principais
- O CEO Cristiano Amon comunicou o corte em memorando interno enviado aos funcionários na segunda-feira (19).
- Amon descreve os cortes como uma “redução focada no desempenho”, feita após as avaliações anuais de funcionários.
- Segundo Amon, a empresa “tem ficado consistentemente aquém das expectativas” e quer “uma cultura de desempenho mais sólida”.
- As notificações começam em novembro, mas a Qualcomm não divulgou quantos postos serão eliminados nem quais regiões e áreas serão afetadas.
- Os critérios para escolher os cargos são prioridades de negócio, necessidades da organização, habilidades e expertise.
- A empresa tinha cerca de 52 mil funcionários em setembro de 2025.
- Em julho, a Qualcomm previu lucro trimestral abaixo do esperado por Wall Street e queda na receita com a Apple mais rápida que o previsto.
- No ano fiscal de 2027, a empresa espera que a maior parte das vendas de chips venha de fora do mercado de smartphones.
- A meta é US$ 40 bilhões de receita fora de celulares, com mais de US$ 15 bilhões em data centers até o ano fiscal de 2029.
A Qualcomm fará demissões em todo o mundo a partir de novembro, conforme memorando interno enviado pelo CEO Cristiano Amon aos funcionários na segunda-feira (19). Amon apresenta a medida como uma redução focada no desempenho, feita após as avaliações anuais, e diz que a empresa quer construir uma cultura de desempenho mais sólida.
A companhia não informou quantos cargos serão eliminados nem quais regiões e áreas serão afetadas. Amon afirma que as competências exigidas cresceram à medida que o negócio se expandiu, e que a escolha dos cargos considerará prioridades de negócio, necessidades da organização, habilidades e expertise.
A empresa aposta em data centers de IA e em tecnologia automotiva para compensar a perda de receita com celulares, objetivo que apresentou a investidores em junho. Ainda não indicou se haverá contratações nessas áreas em paralelo aos cortes.
