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Estudo aponta relação entre microbiota intestinal e longevidade

A manutenção da saúde intestinal por meio de hábitos saudáveis é essencial para reduzir inflamações sistêmicas e promover um envelhecimento saudável.

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Foto: Jornal da USP
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20/10 às 08:02

Pontos principais

  • O envelhecimento reduz a diversidade de microrganismos benéficos no intestino.
  • A permeabilidade intestinal permite a passagem de substâncias inflamatórias para o sangue.
  • O processo de inflammaging está ligado a doenças crônicas como diabetes e problemas cardiovasculares.
  • A dieta mediterrânea e exercícios físicos são fundamentais para preservar a microbiota.

Pesquisas recentes indicam que a microbiota intestinal sofre alterações significativas com o avanço da idade, perdendo a diversidade de bactérias benéficas e favorecendo cepas inflamatórias. Esse desequilíbrio, conhecido como disbiose, compromete a barreira intestinal e permite que substâncias bacterianas alcancem a corrente sanguínea, desencadeando o chamado inflammaging. Esse estado de inflamação sistêmica crônica é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e declínio cognitivo.

Para mitigar esses efeitos, especialistas recomendam a adoção de hábitos que fortaleçam a barreira intestinal e promovam a saúde metabólica. A dieta mediterrânea, rica em fibras, destaca-se como o principal modulador para reduzir marcadores inflamatórios. Além disso, a prática regular de exercícios físicos e o consumo de alimentos naturais, como iogurte, kefir e aveia, são estratégias eficazes para preservar a diversidade microbiana e garantir um envelhecimento com maior qualidade de vida.

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