Substância produzida por bactérias intestinais é ligada ao Alzheimer
Estudo aponta que o composto imidazol propionato, gerado no intestino, pode agravar processos biológicos associados à doença de Alzheimer.
Pontos principais
- O composto imidazol propionato (ImP) é produzido pela metabolização do aminoácido histidina por bactérias do microbioma intestinal.
- Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison associaram o ImP ao acúmulo de proteínas beta-amiloide e à fosforilação da proteína tau.
- Altos níveis de ImP no sangue humano foram correlacionados a um desempenho cognitivo inferior em testes clínicos.
- Experimentos em camundongos confirmaram que a substância enfraquece a barreira hematoencefálica e agrava os sinais da doença.
- Cientistas sugerem que o desenvolvimento de inibidores para a enzima responsável pelo ImP pode ser uma via para futuras terapias preventivas.
Um estudo publicado na revista Nature Communications identificou uma conexão entre o microbioma intestinal e a progressão da doença de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram que a substância imidazol propionato (ImP), um subproduto da metabolização da histidina por bactérias intestinais, desempenha um papel prejudicial na saúde cerebral. O composto atua enfraquecendo a barreira hematoencefálica, facilitando o acúmulo de proteínas beta-amiloide e a fosforilação da proteína tau, processos biológicos centrais no desenvolvimento da demência.
A relevância da descoberta reside na possibilidade de intervenção terapêutica. Ao observar que níveis elevados de ImP no sangue estão ligados a um declínio cognitivo, os autores sugerem que o desenvolvimento de inibidores específicos para a enzima que produz essa substância poderia funcionar de maneira análoga às estatinas, utilizadas no controle do colesterol, oferecendo uma nova estratégia para a prevenção ou mitigação dos sintomas da doença.
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