Ações da Ânima caem após parceria de 20 anos com Hospital Albert Einstein
A Inspirali, de educação médica no Brasil, assinou contrato de 20 anos com o Hospital Israelita Albert Einstein para consultoria em educação médica e uso da marca, com remuneração fixa de R$ 150 milhões, e as ações da Ânima (ANIM3) caíram 4,77% após o anúncio.
Pontos principais
- A Inspirali firmou com o Hospital Israelita Albert Einstein contrato de 20 anos, renovável automaticamente por mais 20.
- O Einstein presta consultoria exclusiva aos cursos de Medicina das IES da Inspirali e tem autorização para usar sua marca em associação a esses cursos.
- A Inspirali registra remuneração fixa de R$ 150 milhões: R$ 75 milhões na assinatura e R$ 75 milhões após um ano, corrigidos pelo IPCA.
- Comissão de 6% da receita líquida dos novos alunos ingressantes em turmas de Medicina iniciadas após a assinatura, paga trimestralmente.
- Remuneração adicional de 2027 a 2036, condicionada a premissas futuras e incertas, com teto de R$ 10,4 milhões em 2027 e de R$ 55,9 milhões em 2031.
- O Einstein tem papel consultivo, sem poder decisório sobre matérias acadêmicas ou institucionais; as IES seguem responsáveis pela oferta dos cursos, pelos diplomas e pela relação regulatória.
A Inspirali comunicou à CVM ter assinado com o Hospital Israelita Albert Einstein um contrato de consultoria em educação médica, com vigência de 20 anos e renovação automática por mais 20. O Einstein passa a prestar consultoria exclusiva aos cursos de Medicina das IES da Inspirali no país, com autorização para usar a marca Einstein em associação a esses cursos. A atuação é consultiva: o Einstein não tem poder decisório sobre matérias acadêmicas ou institucionais, e as IES seguem responsáveis pela oferta dos cursos, pela emissão de diplomas e pela relação com alunos, docentes e autoridades.
Pelo contrato, a Inspirali paga ao Einstein remuneração fixa de R$ 150 milhões: R$ 75 milhões na assinatura e R$ 75 milhões após um ano, corrigidos pelo IPCA. Paga também comissão de 6% da receita líquida dos novos alunos ingressantes em turmas de Medicina iniciadas após a assinatura, apurada e paga trimestralmente. Há ainda remuneração adicional entre 2027 e 2036, condicionada a premissas futuras e incertas: só é devida se a comissão ficar abaixo do valor de referência de cada ano, com teto de R$ 10,4 milhões em 2027, subindo a R$ 55,9 milhões em 2031.
