China avalia restringir exportação de tecnologias para painéis solares
Governo chinês propõe controle sobre 12 tecnologias de energia solar, citando preocupações com a segurança nacional e o uso industrial estratégico.
Pontos principais
- O Ministério do Comércio da China abriu consulta pública para novas regras de exportação.
- A medida afeta 12 tecnologias, incluindo wafers finos, polissilício e células de perovskita.
- O governo justifica a restrição como necessária para proteger a segurança nacional.
- O prazo para contribuições na consulta pública encerra-se em 15 de novembro.
O governo da China iniciou uma consulta pública para avaliar a implementação de restrições na exportação de 12 tecnologias essenciais para a fabricação de painéis solares. Entre os itens incluídos na proposta estão técnicas avançadas de produção de wafers finos, células solares de perovskita, células tandem e processos de fabricação de polissilício. As autoridades chinesas justificam a medida como uma necessidade estratégica para proteger a segurança nacional, visando evitar que tais inovações sejam aplicadas indevidamente em setores sensíveis, como a indústria aeroespacial e de defesa.
A iniciativa reflete a intenção de Pequim em monitorar mais rigorosamente o fluxo de tecnologias críticas para a transição energética global. O projeto de regulação está aberto para receber contribuições e comentários de especialistas e empresas do setor até o dia 15 de novembro. Caso aprovada, a medida pode impactar significativamente a cadeia de suprimentos internacional de energia renovável, dado o papel central da China como principal fornecedora mundial de componentes fotovoltaicos.
