Setor de energia solar no Brasil tem R$ 134 bilhões em projetos cancelados
Incertezas regulatórias e cortes de geração levam ao cancelamento de 923 projetos de energia solar, totalizando R$ 134 bilhões em investimentos.
Pontos principais
- O cancelamento de 923 usinas fotovoltaicas representa uma perda de 40,6 gigawatts em capacidade instalada.
- O curtailment, ou corte de geração, é a principal causa da desistência dos investidores devido a limitações na rede.
- O Ministério de Minas e Energia busca mitigar prejuízos com a Portaria Normativa nº 140/2026.
- A Aneel aprovou novas diretrizes em outubro para gerir a distribuição de restrições entre fontes de energia.
O setor de energia solar no Brasil enfrenta um cenário de instabilidade, resultando na desistência de 923 projetos de usinas fotovoltaicas previstos para 2026. A interrupção desses investimentos, que somam R$ 134 bilhões e 40,6 gigawatts de capacidade, foi motivada principalmente pelo curtailment, prática em que o Operador Nacional do Sistema (ONS) determina o corte na produção de energia por limitações na rede de transmissão ou desequilíbrios entre oferta e demanda.
Para tentar conter a evasão de capital, o Ministério de Minas e Energia editou a Portaria Normativa nº 140/2026, visando compensar cortes ocorridos entre 2023 e 2025. Paralelamente, a Aneel estabeleceu novas regras em outubro para organizar a distribuição dessas restrições. Especialistas do setor avaliam que a implementação de baterias e investimentos robustos em infraestrutura de transmissão são medidas essenciais para reduzir os riscos financeiros e retomar a atratividade do mercado de energia renovável no país.
