Empresas abandonam 142 projetos de usinas solares no Nordeste
O curtailment de energia levou companhias a desistirem de 142 usinas solares no Nordeste, impactando a expansão do setor na região.
Pontos principais
- Cerca de 142 projetos solares foram abandonados ou revogados nos últimos dois anos.
- O curtailment, corte na geração para proteger o sistema elétrico, é a causa principal.
- O Nordeste concentra 84% dos cortes de energia registrados pelo ONS no último trimestre.
- Empresas como Rio Energy, Solatio e Atiaia desistiram de empreendimentos na região.
- O ONS avalia soluções como armazenamento e expansão da rede de transmissão.
O setor de energia solar no Brasil enfrenta um cenário de incertezas após o abandono de 142 projetos de usinas no Nordeste nos últimos dois anos. O movimento foi motivado principalmente pelo curtailment, prática em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determina o corte na geração para evitar desequilíbrios na rede. Dados do órgão indicam que a região concentra 84% dessas interrupções, tornando a operação de parques solares inviável para diversas companhias.
Empresas como Rio Energy, Solatio e Atiaia desistiram de empreendimentos na Bahia, Pernambuco e Sergipe, resultando em 127 cancelamentos voluntários e 15 revogações pela Aneel. Para mitigar o problema, o ONS estuda alternativas como a implementação de sistemas de armazenamento, o reforço na rede de transmissão e a atração de novas cargas de consumo. Essas medidas buscam estabilizar o sistema e garantir a viabilidade de futuros investimentos em fontes renováveis.
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