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Empresas abandonam 142 projetos de usinas solares no Nordeste

O curtailment de energia levou companhias a desistirem de 142 usinas solares no Nordeste, impactando a expansão do setor na região.

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Foto: Times Brasil
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22/09 às 11:45

Pontos principais

  • Cerca de 142 projetos solares foram abandonados ou revogados nos últimos dois anos.
  • O curtailment, corte na geração para proteger o sistema elétrico, é a causa principal.
  • O Nordeste concentra 84% dos cortes de energia registrados pelo ONS no último trimestre.
  • Empresas como Rio Energy, Solatio e Atiaia desistiram de empreendimentos na região.
  • O ONS avalia soluções como armazenamento e expansão da rede de transmissão.

O setor de energia solar no Brasil enfrenta um cenário de incertezas após o abandono de 142 projetos de usinas no Nordeste nos últimos dois anos. O movimento foi motivado principalmente pelo curtailment, prática em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determina o corte na geração para evitar desequilíbrios na rede. Dados do órgão indicam que a região concentra 84% dessas interrupções, tornando a operação de parques solares inviável para diversas companhias.

Empresas como Rio Energy, Solatio e Atiaia desistiram de empreendimentos na Bahia, Pernambuco e Sergipe, resultando em 127 cancelamentos voluntários e 15 revogações pela Aneel. Para mitigar o problema, o ONS estuda alternativas como a implementação de sistemas de armazenamento, o reforço na rede de transmissão e a atração de novas cargas de consumo. Essas medidas buscam estabilizar o sistema e garantir a viabilidade de futuros investimentos em fontes renováveis.

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