Lagarde diz que choque de energia na zona do euro pede resposta medida
Lagarde diz que o choque de energia é grande demais para ser ignorado e que uma resposta medida segue adequada para a inflação da zona do euro, que deve ficar acima da meta até o primeiro semestre de 2027.
Pontos principais
- O BCE elevou os juros-chave em 25 pontos-base em setembro, depois de alta do mesmo tamanho em junho.
- A inflação cheia subiu para 3,8% em setembro, puxada pela energia; o núcleo subiu para 2,5%.
- Lagarde prevê inflação bem acima da meta até o primeiro semestre de 2027 e perto de 2% no fim de 2027.
- Ela não vê, por ora, repasse significativo do preço da energia a outros preços, e os salários ainda não reagiram de forma relevante.
- Os juros longos subiram de forma notável desde a última reunião, o que deve frear o crescimento e reduzir o repasse de preços mais do que o projetado em setembro.
- As projeções de setembro da equipe técnica do BCE veem crescimento de 0,9% em 2026, 1,4% em 2027 e 1,5% em 2028.
- Para Lagarde, os riscos para o crescimento pendem para baixo e os da inflação, para cima, com o conflito no Oriente Médio e a guerra da Rússia contra a Ucrânia entre os fatores citados.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou na reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI, em 17 de outubro, que o choque de energia é grande demais para ser ignorado pela política monetária. Para ela, porém, uma resposta medida segue adequada para manter a inflação sob controle.
Ao definir a política futura, o BCE fará uma avaliação abrangente dos dados que chegarem, com base em sua função de reação: a perspectiva da inflação e seus riscos, a dinâmica da inflação subjacente e a força da transmissão da política monetária. Uma solução duradoura para os conflitos geopolíticos, um repasse mais fraco da energia ou mercados financeiros mais avessos ao risco poderiam, em contrapartida, reduzir a inflação.
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