Ceará inicia implantação do Método Wolbachia contra arboviroses
Municípios de Eusébio e Maranguape recebem tecnologia da Fiocruz para reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya via mosquitos infectados.
Pontos principais
- A iniciativa começou em 13 de outubro nas cidades cearenses de Eusébio e Maranguape.
- O método utiliza a bactéria Wolbachia para inibir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir vírus.
- O projeto é conduzido pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde e a Wolbito do Brasil.
- A ação deve beneficiar cerca de 100 mil moradores nas duas cidades cearenses.
- A tecnologia já está presente em 16 cidades brasileiras e possui recomendação da OMS.
Os municípios de Eusébio e Maranguape, no Ceará, iniciaram em 13 de outubro a implementação do Método Wolbachia. A tecnologia, desenvolvida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. A operação é conduzida pela Wolbito do Brasil e inclui etapas rigorosas de engajamento comunitário e monitoramento constante.
Em Eusébio, a meta é alcançar 32 mil habitantes, enquanto em Maranguape o projeto deve atingir mais de 67 mil pessoas por meio da instalação semanal de dispositivos de liberação de ovos. O método já é aplicado em 16 cidades brasileiras e conta com o respaldo da Organização Mundial da Saúde e da Anvisa. A iniciativa busca reduzir a incidência de arboviroses na região através de uma estratégia biológica de controle populacional dos vetores.
