Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta para o Aedes aegypti
Levantamento aponta risco de proliferação do mosquito em 49,2% das cidades, mesmo com queda expressiva nos casos de doenças em 2026.
Pontos principais
- O LIRAa avaliou 3.732 municípios, identificando risco ou alerta em 49,2% deles.
- Casos prováveis de dengue registraram queda de 70% em 2026 frente ao ano anterior.
- Chikungunya e zika tiveram reduções de 43% e 35%, respectivamente, até setembro.
- Vasos de plantas, pneus e lixo seguem como os principais criadouros do mosquito.
- Ministério da Saúde aposta em métodos como Wolbachia e larvicidas para controle.
O segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) revelou que 49,2% dos 3.732 municípios brasileiros monitorados estão em situação de alerta ou risco para a proliferação do mosquito. O dado acende um sinal de atenção para as autoridades sanitárias, apesar do cenário epidemiológico favorável observado ao longo de 2026, que registrou quedas significativas de 70% nos casos de dengue, 43% em chikungunya e 35% em zika em comparação ao ano anterior.
Para manter a tendência de queda, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de continuidade no combate aos focos de reprodução, que se concentram principalmente em reservatórios de água, pneus, vasos de plantas e lixo. A pasta tem investido em estratégias tecnológicas, como o método Wolbachia e o uso de estações disseminadoras de larvicida, mas ressalta que a colaboração da população na vistoria doméstica permanece como o pilar fundamental para evitar novos surtos das doenças.
