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ATP propõe reforma com remuneração estimada em US$ 350 milhões a partir de 2028

A ATP propõe mudanças nos critérios de ranking, no calendário e na remuneração dos tenistas, sujeitas a consulta e aprovação, com decisão prevista para o fim da temporada.

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Foto: Máquina do Esporte
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16/10 às 13:02, atualizado 19:31

Pontos principais

  • A ATP estima em US$ 350 milhões a remuneração total dos tenistas a partir de 2028, sem os Grand Slams, somando investimento central, premiações e divisão de lucros nos torneios.
  • O Bonus Pool sobe de US$ 21,5 milhões para US$ 50 milhões e passaria a ser calculado conforme o ranking em cada Masters 1000 obrigatório, com mínimo de quatro participações.
  • Um bônus de fim de ano daria US$ 25 milhões em apoio de carreira aos tenistas que terminarem no Top 250 do ranking.
  • A contribuição ao plano de previdência chegaria a cerca de US$ 30 milhões em 2028 e continuaria crescendo nos anos seguintes.
  • Deixaria de valer a troca de até três resultados fracos em Masters 1000 por resultados melhores em ATP 500 e 250, de modo que os grandes torneios contariam integralmente.
  • Em revisão, a distribuição de pontos daria mais peso às semifinais e à final, e haveria um limite para quantos resultados de ATP 250 contam para os melhores do ranking.
  • O calendário ganha um 10º Masters 1000, na Arábia Saudita, e semanas dedicadas a cada categoria de torneio, mas a ATP não espera concluir essa reorganização em 2028.

A ATP apresenta a proposta como a próxima etapa do plano OneVision, que já incluiu a divisão de lucros dos torneios com os jogadores. Para a entidade, as recompensas devem acompanhar onde o público mais se engaja, por isso os Masters 1000 e o Nitto ATP Finals concentram os maiores pagamentos do Bonus Pool. O investimento central da ATP em remuneração e apoio aos tenistas passaria a superar US$ 100 milhões por ano a partir de 2028.

Segundo a ATP, a mudança busca dar mais peso aos grandes torneios e reduzir o incentivo para jogar em excesso após uma eliminação precoce, e a entidade diz que o bem-estar dos jogadores é um dos motivos da reforma, não um efeito colateral. A proposta ainda depende de consulta e aprovação dos conselhos de jogadores e de torneios e do conselho da ATP, e a entidade pretende levar um pacote final às reuniões de fim de temporada em Turim, na Itália. O formato e as chaves de duplas seguem em revisão, sem definição.

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