Roland Garros planeja dividir receitas com tenistas
O torneio francês negocia modelo inédito de partilha de lucros, pressionando outros Grand Slams a ampliarem a remuneração dos atletas.
Pontos principais
- Roland Garros será o primeiro Grand Slam a implementar um sistema de participação direta dos tenistas nas receitas do evento.
- Atletas reivindicam que a fatia destinada a premiações suba de 16% para 22% até 2030.
- A proposta inclui benefícios como previdência, assistência médica e maior participação dos jogadores na governança do torneio.
- A iniciativa gera pressão sobre o US Open, que enfrenta ameaças de boicote por parte de tenistas como Jannik Sinner.
O torneio de Roland Garros iniciou negociações para se tornar o primeiro Grand Slam da história a compartilhar receitas diretamente com os tenistas. A medida atende a uma reivindicação antiga do circuito profissional, que busca aumentar a fatia destinada a premiações de 16% para 22% até 2030. Além do incremento financeiro, o projeto prevê a criação de fundos de previdência e assistência médica, garantindo maior estabilidade aos atletas e voz ativa na organização dos eventos. A decisão coloca o torneio francês na vanguarda do esporte e aumenta a pressão sobre outros Grand Slams, como o US Open, que ainda não definiu sua estrutura de pagamentos para 2026. A tensão é elevada, com tenistas de elite, incluindo Jannik Sinner, ameaçando boicotar chaves de duplas mistas caso as demandas por melhores condições não sejam atendidas pelos organizadores norte-americanos.
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