Vale projeta elevar produção de cobre para 700 mil toneladas até 2035
A Vale, no Brasil, tem como objetivo elevar a produção anual de cobre a cerca de 700 mil toneladas até 2035, sustentada sobretudo pela base de recursos brasileira e por projetos em Carajás.
Pontos principais
- A meta da Vale é saltar de 380 mil para 700 mil toneladas de cobre anuais até 2035.
- A Vale antecipou para o primeiro semestre de 2028 o início do projeto Salobo CPF, no Pará, cerca de um ano antes do cronograma original.
- Segundo a Vale, o projeto deve acrescentar até 30 mil toneladas anuais de cobre contido e cerca de 15 mil onças de ouro como subproduto.
- O capex do projeto foi revisado para cerca de US$ 215 milhões, ante a faixa inicial de US$ 225 a 275 milhões, e fica em cerca de US$ 175 milhões considerando o aporte da Wheaton Precious Metals.
- A Wheaton pagará US$ 40 milhões em duas parcelas de US$ 20 milhões, ligadas a marcos do projeto, em vez de até US$ 8 milhões por ano em pagamentos de streaming previstos por dez anos caso um plano de mina de alto teor fosse implantado.
- A Vale estima mais de 53 milhões de toneladas de cobre contido em reservas e recursos no Brasil, incluindo recursos inferidos.
- O CEO Gustavo Pimenta afirmou que a divisão Vale Base Metals pode representar mais de 40% do EBITDA da empresa.
- A companhia descarta um IPO iminente para a unidade de metais básicos no curto prazo.
Em comunicado de 12 de agosto sobre o projeto Salobo, a Vale apresentou a meta de 700 mil toneladas como objetivo da estratégia de crescimento, sem cronograma ano a ano. Segundo a companhia, a meta se apoia principalmente na base de recursos brasileira e no pipeline de projetos em Carajás, onde a Vale Base Metals (VBM) já tem operação e infraestrutura existentes.
Apesar da expansão, a empresa descartou a realização de um IPO para a unidade de metais básicos no curto prazo. O CEO Gustavo Pimenta ressaltou que o mercado ainda subestima o potencial da operação de cobre da Vale, que continuará sendo desenvolvida paralelamente à manutenção da política de dividendos e ao foco contínuo no mercado de minério de ferro, que a mineradora projeta manter equilibrado.
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