Relator da CPMI do INSS é acusado de omitir nome de suspeito
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, enfrenta críticas por não incluir Wilson Roberto Gomes, apontado como pivô de esquema, em relatório final.
Pontos principais
- O deputado Alfredo Gaspar é acusado de omitir o nome de Wilson Roberto Gomes, o 'big boss', em relatório da CPMI do INSS.
- O esquema investigado desviou cerca de R$ 6,3 bilhões através de associações de fachada e falsificação de assinaturas.
- Documentos apontam que Gomes movimentou valores incompatíveis com sua renda e adquiriu um helicóptero com recursos suspeitos.
- Gaspar nega blindagem e atribui a falta de indiciamentos à obstrução de aliados do governo na comissão.
- A defesa de Wilson Roberto Gomes nega qualquer irregularidade e afirma que suas movimentações financeiras são legais.
O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, está sob críticas após omitir o nome de Wilson Roberto Gomes, conhecido como 'big boss', em seu relatório final. Gomes é apontado como a peça central em um esquema que desviou mais de R$ 6,3 bilhões do órgão por meio de associações de fachada e falsificação de assinaturas de aposentados. Documentos da investigação indicam que o suspeito movimentou quantias incompatíveis com sua renda declarada, incluindo a compra de um helicóptero com recursos supostamente ilícitos.
Em sua defesa, Alfredo Gaspar, que é candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, nega qualquer tentativa de blindagem. O parlamentar sustenta que o relatório foi estritamente técnico e que a ausência de indiciamentos específicos decorreu da obstrução imposta por aliados do governo durante os trabalhos da comissão. Por outro lado, a defesa de Wilson Roberto Gomes refuta as acusações, alegando que não há vínculo com as associações investigadas e que todas as movimentações financeiras de seu cliente são regulares.
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