Família de jovem morto por tigre pede que parem de circular conteúdo ofensivo
A família de William Chapman, de 23 anos, morto em ataque de tigre em Doncaster, na Inglaterra, pede que as pessoas parem de publicar e compartilhar conteúdo ofensivo sobre o caso.
Pontos principais
- William Chapman, de 23 anos, morreu no sábado (10/10), no Yorkshire Wildlife Park, após entrar no recinto do tigre Altai.
- A polícia informou que Chapman visitava o parque sozinho.
- Na terça à noite, Trump publicou também uma montagem, sem legenda, com outros ataques de felinos a pessoas.
- O Conselho Municipal de Doncaster, responsável pelo licenciamento do parque, abriu investigação de saúde e segurança junto com a polícia e serviços de saúde.
- O parque segue fechado pelo quinto dia e diz que Altai, um tigre-de-amur, está bem e não será sacrificado.
A família de William Chapman diz que ele sofria de transtorno mental significativo havia anos e tomava medicação forte, prescrita. Em comunicado de terça-feira (13/10), descreveu-o como um jovem brilhante, caloroso e envolvente, e afirmou que caberá ao legista decidir que papel isso teve na morte.
O presidente Donald Trump publicou o vídeo do ataque no Truth Social na terça-feira (13/10), com a legenda "Don't ever mess with nature! President DJT." Na quarta-feira, de manhã, postou um vídeo gerado por inteligência artificial em que aparece brincando com um tigre. A família não nomeia o presidente e pede que as pessoas parem de publicar e compartilhar conteúdo ofensivo sobre o caso.
Fontes primárias
Post de Donald J. Trump no Truth Social com o vídeo do ataque (13/10/2026)
Publicou, na terça (13/10), o vídeo do ataque em que William Chapman é atingido por um tigre no Yorkshire Wildlife Park, com a legenda: "Don't ever mess with nature! President DJT." Cerca de um minuto depois, publicou uma montagem de outros ataques de felinos a pessoas, com trilha musical e sem legenda. Na quarta de manhã, postou um vídeo gerado por IA em que aparece brincando com um tigre.
Comunicado da família de William Chapman (reproduzido pela ITV, via PA)
Em comunicado, a família diz estar "utterly devastated" e descreve Chapman como "a bright, warm and engaging young man". Afirma que ele sofria de "significant mental illness over a number of years" e que caberá ao legista decidir que papel isso teve na morte. Sobre a circulação de imagens: "The publication and circulation of deeply offensive media content is causing them severe distress at an exceptionally vulnerable time. We ask people to stop doing this." O texto não cita Trump nominalmente e foi divulgado na terça (13/10), segundo a ITV.
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