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Alta do petróleo acima de US$ 100 pressiona inflação e juros globais

Analista Shin Fukui alerta que a valorização do petróleo, impulsionada por conflitos geopolíticos, eleva riscos inflacionários e de juros.

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Foto: InfoMoney
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15/10 às 14:45, atualizado 17:32

Pontos principais

  • O petróleo Brent mantém patamares acima de US$ 100, fechando a US$ 105,78 em 15 de outubro de 2026.
  • O gestor Shin Fukui aponta que a alta dos combustíveis, como o diesel, pressiona a inflação global.
  • O FMI projeta inflação global de 4,7% em 2026, alertando para riscos de interrupções prolongadas na oferta de energia.
  • Conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia seguem como os principais vetores de instabilidade no fornecimento.
  • Projeções de mercado indicam que os contratos futuros devem manter preços elevados nos próximos meses.

A cotação do petróleo Brent encerrou o dia 15 de outubro de 2026 a US$ 105,78 por barril, consolidando um período de alta volatilidade influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e na Europa. O gestor Shin Fukui avalia que a manutenção dos preços acima da marca de US$ 100 eleva significativamente o risco inflacionário global, pressionando os custos de insumos essenciais como o diesel e forçando uma revisão nas expectativas de juros por parte das autoridades monetárias.

O cenário de incerteza é corroborado pelo FMI, que em seu relatório World Economic Outlook de outubro de 2026, projetou a inflação global em 4,7% para este ano. Segundo a diretora Silvana Tenreyro, uma interrupção prolongada na produção e no transporte de energia na região do Oriente Médio poderia elevar ainda mais os preços das commodities, mantendo a pressão sobre a economia mundial por um período estendido. Enquanto isso, o mercado monitora de perto os desdobramentos dos conflitos e as estratégias de liberação de reservas estratégicas adotadas por potências globais.

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