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Preço do açúcar atinge maior valor desde 2024 com chuvas no Brasil

Impactada por chuvas no Centro-Sul, a produção de açúcar recua e impulsiona as cotações internacionais para o maior patamar desde dezembro de 2024.

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Foto: Canal Rural
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14/10 às 05:45, atualizado 11:33

Pontos principais

  • Contratos de açúcar demerara na bolsa de Nova York atingiram 21,11 centavos de dólar a libra-peso para março de 2027.
  • A OIA reduziu a estimativa de produção de açúcar no Centro-Sul para a safra 2026/27 para menos de 38 milhões de toneladas.
  • Chuvas volumosas, associadas ao El Niño, paralisaram atividades de colheita e moagem no Brasil.
  • O processamento de cana na primeira quinzena de setembro caiu mais de 30% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Usinas brasileiras elevaram a destinação de cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar.
  • O preço do açúcar cristal no mercado paulista acumula alta de 2,20% no mês de outubro.
  • A valorização do real frente ao dólar tem limitado o impacto total da alta internacional nos preços domésticos.

Os preços internacionais do açúcar atingiram o maior patamar desde dezembro de 2024, impulsionados por condições climáticas adversas no Brasil. A Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou para baixo a projeção de produção para o Centro-Sul na safra 2026/27, estimando agora menos de 38 milhões de toneladas. O volume reflete o impacto direto das chuvas intensas, associadas ao fenômeno El Niño, que têm interrompido a colheita e a moagem de cana-de-açúcar desde o início do ciclo.

Além da quebra de safra, o mercado observa uma mudança estratégica nas usinas brasileiras, que aumentaram a destinação do Açúcar Total Recuperável para a fabricação de etanol, atingindo 53,8% da produção. Embora a demanda interna por açúcar e etanol esteja aquecida, a recente valorização do real frente ao dólar tem atuado como um fator de contenção, limitando a alta dos preços no mercado doméstico. Enquanto isso, o setor monitora preocupações globais com a oferta em países como Índia e Tailândia, o que mantém a pressão de alta sobre as cotações na bolsa de Nova York.

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