XP vê potencial de alta na Bolsa brasileira, concentrado em cíclicas domésticas
A XP vê potencial de alta relevante na Bolsa brasileira, mas não mais de forma generalizada, com as cíclicas domésticas à frente e o setor financeiro atrás.
Pontos principais
- Segundo a XP, nos últimos quatro anos a Selic teve média de 13,2% e o juro real longo ficou perto de 7%, nível historicamente alto.
- Com os prêmios de risco pesando sobre as ações, o P/L projetado chegou a 7x, ante 9,8x hoje, segundo a XP.
- A XP compara quatro segmentos (financeiras, commodities, defensivas e cíclicas) e vê o maior potencial de alta nas cíclicas domésticas, e o menor no financeiro.
- Segundo a XP, o investidor estrangeiro ainda tem espaço para ampliar a exposição: o EWZ, maior ETF de Brasil, tem só US$ 13 bi de patrimônio.
- Segundo a XP, a alocação local em ações está em 6% de um mercado de investimentos de R$ 12 tri, perto das mínimas; voltar a 10% traria entre R$ 300 bilhões e R$ 600 bilhões.
- O Índice de Sentimento XP voltou ao “otimismo extremo”, que a casa classifica como indicador contrário de curto prazo, com defasagem de duas a três semanas.
- A XP vê o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, como possível fonte de volatilidade no curto prazo.
A XP vê ainda potencial de alta relevante na Bolsa brasileira, mas não mais de forma generalizada. Segundo a casa, com reformas estruturais e mais disciplina fiscal, os juros têm espaço para cair mais, o que seria um vento bastante favorável para as ações. Nesse cenário de juros em queda, as cíclicas domésticas são as mais beneficiadas, e o setor financeiro, o menor.
A análise de potencial parte do cenário otimista, que supõe nova compressão dos prêmios de risco. Nos fluxos, a ordem esperada é primeiro o estrangeiro e depois o investidor local, à medida que os juros caírem. No curto prazo, porém, o humor do mercado está no extremo otimista, e, pela leitura da XP, esse é um sinal contrário nesse horizonte.
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